O volume de vendas no comércio varejista brasileiro apresentou uma alta de 0,1% no mês de agosto, considerando a série com ajuste sazonal. O resultado representa uma recuperação técnica após o recuo de 0,8% registrado no mês anterior, de acordo com as informações oficializadas por meio da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge).
Com o desempenho positivo do período, o setor acumulou um crescimento de 1,7% ao longo do ano. No panorama de acumulado nos últimos 12 meses, a alta registrada é de 1,6%. Conforme a avaliação do gerente responsável pela pesquisa do Ibge, Cristiano Santos, a dinâmica econômica do quarto bimestre de evidenciou uma predominância de atividades comerciais operando no campo positivo.
O analista detalhou que a variação positiva de 0,1% foi sustentada principalmente pelo dinamismo de segmentos específicos do mercado consumidor. Entre os destaques que impulsionaram o resultado estão as vendas de equipamentos de comunicação, o setor de eletroeletrônicos e, em uma segunda colocação de relevância no índice, o segmento voltado para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, além de produtos de toucador.
Desempenho regional do comércio
A análise da taxa média nacional de vendas do comércio varejista revelou um cenário de recuperação disseminada pelo país, com avanço registrado em 14 das 27 unidades da federação analisadas pelo levantamento estatístico.
Entre os estados que apresentaram os maiores crescimentos percentuais no volume de vendas durante o mês de agosto, destacaram-se de maneira expressiva as economias de Rondônia, que registrou expansão de 5,8%, do Amapá, com alta de 5,3%, e do Mato Grosso do Sul, que avançou 2,7% no período.
Varejo ampliado tem leve retração
Enquanto o varejo restrito marcou margem positiva, o indicador do varejo ampliado apresentou um comportamento distinto. O segmento, que engloba as transações comerciais tradicionais somadas às categorias de veículos, motocicletas, partes e peças, além de materiais de construção e do setor de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, encerrou o mês com uma retração de 0,2% na passagem de julho para agosto.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


