Profissionais do Hospital Vita paralisam atividades em Curitiba após atrasos salariais

Marcelo Borges
4 min. de leitura
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Os colaboradores do Hospital Vita BR e do Vita Batel cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira (15), em Curitiba, em um movimento paredista motivado pelo atraso no repasse de salários e do vale-alimentação. A deflagração da greve foi confirmada oficialmente pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc).

Acordo não cumprido motivou paralisação

De acordo com as entidades sindicais, a pauta de reivindicações abrange a quitação imediata dos vencimentos, do auxílio-alimentação convencional e o pagamento de outras verbas trabalhistas pendentes referentes ao mês de setembro de 2026.

O advogado do Sindesc, Ismael Martinez, explicou que um termo de acordo havia sido celebrado em 9 de outubro entre os sindicatos laborais — incluindo o Sindesc e o Sierpar — e a empresa gestora dos hospitais. Na ocasião, a instituição firmou o compromisso de regularizar as remunerações em atraso até a última quarta-feira (14).

Diante da promessa de adimplemento, a categoria havia suspendido a paralisação que estava programada inicialmente. Contudo, com o descumprimento do prazo estipulado e a ausência dos depósitos nas contas dos trabalhadores, a greve tornou-se inevitável no período da manhã desta quinta-feira.

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Manutenção dos serviços essenciais

Apesar da mobilização sindical em defesa dos direitos trabalhistas, a liderança da categoria garantiu que os protocolos de atendimento essencial à população serão rigorosamente respeitados durante o transcurso da greve.

Conforme repassado por Martinez, foi estabelecido um efetivo de 100% dos profissionais em áreas vitais e de alta complexidade, tais como unidades de terapia intensiva (UTIs), pronto-socorro e demais ramificações de urgência e emergência. Para os setores administrativos e de menor criticidade, a diretriz sindical prevê a manutenção de pelo menos 30% do quadro ativo em pleno funcionamento.

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Tribunal Regional do Trabalho agenda mediação

Frente ao impasse financeiro e à suspensão das atividades, os sindicatos recorreram ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para requerer uma audiência urgente de mediação. O pleito foi aceito pelo vice-presidente da corte, desembargador Benedito Xavier da Silva.

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O encontro oficial foi marcado para ocorrer nesta sexta-feira (16), a partir das 15h30, na sede do TRT situada na Alameda Doutor Carlos de Carvalho, na capital paranaense. A mesa de negociação reunirá dirigentes da empresa, representantes dos trabalhadores e membros do Ministério Público do Trabalho.

O intuito principal da sessão é intermediar um acordo definitivo que assegure a quitação dos salários e benefícios em atraso, estabelecendo prazos seguros e garantias formais, sem descurar da continuidade e da segurança na prestação dos serviços de saúde.

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Posicionamento oficial da instituição

Em nota oficial enviada à imprensa, a direção dos Hospitais VITA manifestou ciência a respeito do movimento paredista deflagrado por parte de seus colaboradores.

A administração ponderou que o empreendimento passa por um período de “implantação e estabilização de seu novo sistema de gestão hospitalar”, fator que, segundo a nota, gerou impactos de ordem temporária nos fluxos administrativos e financeiros.

A diretoria classificou o episódio como uma ocorrência “pontual e já em fase final de efetivação”, pontuando que o pagamento integral aos funcionários é tratado como prioridade máxima e que a situação deverá ser normalizada tão logo os trâmites financeiros sejam concluídos.

O hospital destacou ainda que mantém canais de diálogo abertos com o sindicato e que acompanha de perto a execução do plano de contingência assistencial acionado para preservar a segurança e o atendimento nas unidades afetadas.

Fonte:: cbncuritiba.com.br

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