A renomada atriz Claudia Raia abriu o coração recentemente para relatar os bastidores surpreendentes da gestação do seu filho caçula, Luca. Durante sua participação na estreia da nova temporada do programa Na Palma da Mari – Entre Mulheres, a artista detalhou como uma tentativa frustrada de fertilização in vitro (FIV) acabou antecedendo uma gravidez totalmente natural durante o período da menopausa, aos 55 anos de idade.
O processo de planejamento familiar começou muito antes do resultado positivo. A artista iniciou a jornada de coleta de material genético quando tinha 48 anos. Naquela época, ela precisou enfrentar rigorosamente seis ciclos de estimulação ovariana até conseguir acumular material considerado adequado para o congelamento. “Tirei os seis óvulos bons e ficaram lá congelados”, relembrou durante a entrevista. Segundo a atriz, o casal ainda avaliava com cautela se realmente desejava aumentar a família naquele momento da vida pessoal e profissional. “Eu precisava muito saber se eu queria ter esse terceiro filho”, completou.
O processo da FIV e o limite impuesto pelo corpo
Anos mais tarde, já aos 55 anos e após alinhar o desejo com o marido Jarbas Homem de Mello, Claudia tomou a decisão de utilizar os óvulos armazenados e dar início ao procedimento de fertilização in vitro. Contudo, o procedimento acabou não gerando o desfecho esperado pela família. Os óvulos não passaram pela fecundação necessária e nenhum embrião foi formado. “O que aconteceu? O embrião não se formou”, relatou a famosa ao recordar a comunicação médica.
Antes mesmo de receber o laudo definitivo sobre a tentativa, Claudia havia estabelecido um acordo interno consigo mesma, pois recusava-se a submeter o organismo a sucessivas cargas hormonais intensas. “Deus, se for para a nossa felicidade, me dê de primeira. Porque eu não vou encher o meu corpo de hormônio”, ponderou. Ao receber a notícia de que a fertilização não havia prosperado, a artista optou pela aceitação imediata: “Só olhei pra cima e falei: ‘Ok, entendi’”.
A reviravolta biológica e a ovulação inesperada
O que parecia ser o encerramento definitivo da busca por uma nova maternidade transformou-se em uma reviravolta fisiológica nos meses seguintes. De acordo com o relato de Claudia, a alta carga de hormônios utilizada durante a tentativa de FIV gerou uma reação profunda em seu organismo, visto que ela nunca havia feito uso desse tipo de substância anteriormente. Como consequência direta, a atriz voltou a menstruar de forma regular por três meses seguidos.
No início, tanto a artista quanto sua equipe médica interpretaram os episódios como um mero sangramento de escape típico da menopausa. No entanto, durante uma consulta de rotina no terceiro mês, a médica solicitou um exame de ultrassom e constatou um cenário completamente atípico: o corpo havia voltado a ovular. “Você está ovulando”, avisou a profissional de saúde, gerando incredulidade imediata na paciente. “Eu disse: ‘Oi, você está bem louca, né? Que eu estou na menopausa’”, recordou aos risos.
O mapeamento clínico detalhou a presença de dois óvulos no ovário direito e mais um no ovário esquerdo. Diante da constatação científica, a médica emitiu um aviso bem-humorado, mas categórico: “Cuidado para não engravidar.” Embora a recomendação parecesse improvável para uma mulher de 55 anos vivenciando o climatério, o alerta concretizou-se pouco tempo depois, quando Claudia Raia concebeu e deu à luz o pequeno Luca de maneira totalmente natural.
Fonte:: tvpop.com.br


