Anvisa e Receita Federal realizam apreensão de 25 mil cigarros eletrônicos no Brasil

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Agenciabrasil.ebc.com.br

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal realizaram uma grande operação que resultou na apreensão de mais de 25 mil cigarros eletrônicos, cuja venda e comercialização são proibidas no Brasil. A ação, chamada de Operação Rede de Fumaça, ocorreu esta semana e também resultou na apreensão de 107 mil maços de cigarros convencionais contrabandeados.

Objetivo da operação

Em comunicado oficial, a Anvisa destacou que o principal objetivo da operação é reduzir a oferta de produtos ilícitos no mercado nacional, além de proteger a saúde pública. A agência reforçou o alerta sobre os riscos associados aos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos, que representam uma ameaça significativa à saúde da população.

Preocupações com o público jovem

A Anvisa expressou preocupação especialmente em relação aos jovens, que têm se tornado o foco de fabricantes, importadores e distribuidores desses produtos. “É importante lembrar que a comercialização de dispositivos eletrônicos para fumar no Brasil é proibida pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 855/2024”, afirmou a nota. A agência também enfatizou a necessidade de se proteger os jovens dos riscos associados ao uso desses dispositivos.

Impacto do cigarro eletrônico

A Anvisa informou que pesquisas recentes indicam que o uso de cigarros eletrônicos pode servir como um ponto de partida para o tabagismo entre os jovens. “A iniciação ao uso de produtos de tabaco convencionais pode ocorrer a partir do uso de cigarros eletrônicos, um fenômeno que tem sido alvo de diversos estudos, especialmente envolvendo crianças e adolescentes”, ressaltou a agência.

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Estudos e dados

De acordo com a Anvisa, pesquisas revelam que indivíduos que utilizam cigarros eletrônicos têm maior probabilidade de migrar para o uso de cigarros convencionais em comparação com aqueles que não usam dispositivos eletrônicos para fumar. Essa tendência preocupa as autoridades de saúde, que buscam maneiras eficazes de controlar a entrada desses produtos no país e minimizar seu impacto na saúde pública.

Portanto, a Anvisa continua sua luta contra a disseminação de produtos que possam prejudicar a saúde da população, reiterando sua posição firme contra a comercialização de cigarros eletrônicos e outros produtos similares.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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