Ataque aéreo na Colômbia resulta em quatro mortes e fere militares

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Redação

Uma operação militar realizada por meio de bombardeio contra um acampamento guerrilheiro na região de Catatumbo, situada na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, resultou na morte de quatro pessoas, incluindo uma adolescente de 16 anos. O balanço da ofensiva foi tornado público nesta segunda-feira, dia 12, pelo ministro da Defesa do país sul-americano, Jorge Mora.

A ofensiva teve como alvo facções dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), especificamente o grupo subordinado a um comandante identificado pelo codinome Calarcá. A investida ocorreu durante as primeiras horas da madrugada de domingo, dia 11, em uma zona de relevo acidentado localizada no setor nordeste do território colombiano.

De acordo com o titular da pasta da Defesa, entre os óbitos confirmados estão três homens e uma mulher. Durante a operação e o avanço terrestre subsequente, três membros das forças armadas nacionais sofreram ferimentos graves após acionarem um campo minado instalado na área do acampamento. Em pronunciamento veiculado por canais de comunicação, o representante do governo aproveitou para repudiar enfaticamente a prática de alistamento e recrutamento forçado de menores de idade por parte de organizações armadas ilegais.

Esta ação representa a quarta investida aérea autorizada pela administração do presidente Abelardo de la Espriella ao longo dos últimos dois meses. O conjunto dessas intervenções militares já soma um total de 46 fatalidades, englobando sete menores de idade entre as vítimas. A gestão atual tem adotado uma diretriz de maior rigidez no enfrentamento às organizações criminosas e guerrilheiras, contando com a cooperação estratégica dos Estados Unidos.

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Registros visuais compartilhados em plataformas digitais e por veículos de imprensa da região evidenciaram colunas de fumaça densa e extensas áreas de vegetação carbonizada em meio ao terreno montanhoso. A manobra tática foi executada de maneira integrada, envolvendo efetivos da Força Aérea Colombiana e unidades terrestres do Exército.

A jurisdição de Catatumbo destaca-se historicamente pela expressiva presença de cultivos extensos de coca, figurando como um dos principais redutos operacionais da dissidência das Farc liderada por Calarcá. O território é palco de disputas territoriais sangrentas entre essa facção e o Exército de Libertação Nacional (ELN), com o objetivo primordial de dominar as rotas e os lucros provenientes do narcotráfico e da exploração mineral clandestina.

No início de janeiro de 2025, episódios de confrontos armados diretos entre combatentes dissidentes das Farc e membros do ELN provocaram mais de uma centena de mortes, além de forçar o deslocamento forçado de dezenas de milhares de habitantes locais, mergulhando a subregião em uma profunda emergência humanitária. Paralelamente, crimes como sequestros e extorsões continuam a ser empregados de forma recorrente para sustentar financeiramente as estruturas desses grupos ilegais.

O episódio recente marca o segundo ataque aéreo autorizado pelo governo em solo catatumbino, zona que abriga milhares de hectares dedicados à agricultura ilegal. A primeira ofensiva registrada na localidade teve como alvo prioritário posições vinculadas ao ELN.

Ainda em setembro, o poder judiciário havia emitido uma determinação exigindo que o poder executivo implementasse protocolos de segurança classificados como de “precaução reforçada”, fundamentando-se em relatórios que indicavam a iminência da presença de menores recrutados em bases e acampamentos da guerrilha.

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Diante do cenário que representa a escalada mais severa de violência registrada no país nos últimos anos, a administração central tem reiterado promessas severas aos insurgentes, condicionando o desfecho do conflito à captura ou à neutralização, enquanto retoma o processo de envio em massa de suspeitos de crimes para julgamento em solo norte-americano.

Fonte:: estadao.com.br

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