Instituições financeiras devem finalizar repasse de saldos de apostas online

Marcelo Borges
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Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil

As instituições financeiras que operam no território brasileiro têm prazo até esta quarta-feira (14) para efetivar a devolução de R$ 159 milhões referentes aos saldos remanescentes em contas de apostas esportivas e jogos virtuais, comumente conhecidos como bets. Essa movimentação ocorre na sequência do encerramento oficial das atividades de diversas plataformas de apostas online no país, medida que gerou uma ampla repactuação financeira para garantir o ressarcimento dos valores aos cidadãos.

De acordo com os balanços consolidados e repassados pelas próprias empresas operadoras ao governo federal, um montante superior a R$ 1 bilhão já foi devidamente restituído aos usuários. O universo dessa operação abrange uma base massiva de 22,5 milhões de apostadores únicos, os quais se encontram distribuídos por cerca de 70,5 milhões de contas ativas ou previamente cadastradas nas plataformas de apostas.

A análise detalhada dos saldos que ainda permanecem pendentes de repasse revela que a grande maioria é composta por quantias de expressão reduzida. Estatísticas oficiais demonstram que impressionantes 90% das contas que aguardam a transferência possuem valores inferiores a R$ 1 a receber. Cabe ressaltar que o período regular para a realização de saques diretos diretamente nos ambientes virtuais das próprias casas de apostas foi encerrado no dia 5 de outubro.

Apesar do avanço generalizado no processo de restituição, a operação enfrenta entraves com um grupo minoritário de empresas. Até o momento, oito companhias do setor ainda não repassaram às instituições bancárias os dados cadastrais e financeiros indispensáveis para a concretização das transferências. Diante dessa omissão, a Advocacia-Geral da União (AGU) prepara medidas judiciais para obrigar essas empresas a fornecerem as informações necessárias, destravando o fluxo financeiro para os consumidores afetados.

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Para os cidadãos que porventura não visualizarem o crédito em suas contas dentro do prazo estabelecido, autoridades reforçam que o direito ao recebimento do saldo remanescente permanece integralmente garantido. Em situações nas quais ocorram barreiras de natureza operacional que impeçam os bancos comerciais de efetuarem a transferência diretamente, a Caixa Econômica Federal assumirá o papel de instituição intermediadora, responsabilizando-se por viabilizar o pagamento aos legítimos titulares.

Em paralelo ao andamento das transações, órgãos de defesa do consumidor e autoridades governamentais emitiram alertas severos acerca de tentativas de fraudes relacionadas ao processo. É fundamental que os apostadores estejam atentos para não caírem em golpes: o resgate desses valores não exige, sob nenhuma circunstância, o pagamento de taxas antecipadas, tarifas de liberação, tampouco o fornecimento de senhas pessoais, chaves de segurança ou códigos de verificação para terceiros.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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