Petróleo avança com incertezas sobre negociações de paz entre EUA e Irã

Marcelo Borges
2 min. de leitura
Foto: Bomba de petróleo  • REUTERS

Os preços do petróleo registraram uma alta nesta sexta-feira (22), após uma sequência de três dias de queda, em meio a um cenário de tensões elevadas no Oriente Médio que alimentam preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento da commodity.

Por volta das 12h20, o petróleo WTI, referência no mercado americano, apresentava uma valorização de 1,43%, sendo negociado a US$ 97 por barril.

No mesmo horário, o petróleo Brent também seguia em alta, subindo 1,49%, com o preço alcançando US$ 104 por barril.

A recente elevação nos preços do petróleo é um reflexo do ceticismo dos investidores em relação ao progresso nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Apesar de existirem esforços para avançar nas conversas, as partes ainda discordam em questões cruciais, como o programa de urânio iraniano e o controle de rotas no Estreito de Ormuz, um importante ponto de passagem para o transporte de petróleo.

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Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, comentou que houve um certo progresso nas negociações com o Irã e que os EUA se mantêm em contato constante com os mediadores do Paquistão. No entanto, ele reconheceu que ainda há muito trabalho pela frente para alcançar um acordo satisfatório.

Vale lembrar que na quinta-feira (21), os preços do petróleo haviam fechado em queda, impulsionados por relatos de que os países teriam alcançado uma versão preliminar de um acordo sob mediação paquistanesa. Entretanto, o Irã rapidamente desmentiu esses rumores, afirmando que não houve avanços nas discussões com os Estados Unidos.

Esta dinâmica nas negociações reflete a complexidade dos relacionamentos geopolíticos na região do Oriente Médio, que frequentemente afetam a economia global, especialmente os preços das commodities essenciais como o petróleo.

O mercado continuará atento a novos desenvolvimentos nas conversações, já que a estabilidade do fornecimento de petróleo é crucial para a economia mundial.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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