Atuação desastrosa rende eliminação vexatória ao Athletico na Copa do Brasil

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Goleiro Santos falhou na eliminação do Athletic...

O Estádio Barradão foi palco de uma das eliminações mais vexatórias da história recente do Athletico, com exceção do rebaixamento para a Segunda Divisão. A derrota por 4 a 0 para o Vitória pela Copa do Brasil evidenciou um desempenho absolutamente desastroso desde o apito inicial, com a equipe paranaense optando por ceder o controle da partida ao adversário baiano.

A instabilidade tática ficou evidente logo no início, quando a saída de João Cruz descaracterizou o setor ofensivo. O jovem havia sido o principal destaque na vitória por 2 a 0 no primeiro confronto, e a ausência de sua capacidade de articulação impediu que o Furacão conseguisse se impor em Salvador. Outro ponto amplamente criticado foi a atuação do goleiro Santos, apontada como a pior partida de toda a sua carreira profissional.

O arqueiro falhou diretamente em três dos quatro gols marcados pelo Vitória, erros cruciais que abalaram a confiança coletiva do grupo. Além disso, o time demonstrou fragilidades em outras posições. Jogadores fundamentais em outros momentos, como o atacante Viveros, ainda não conseguiram retomar o ritmo ideal após a pausa para a Copa do Mundo, perdendo o protagonismo decisivo que exerciam.

A insistência do técnico Odair Hellmann na utilização de Mendoza por todo o tempo regulamentar também foi questionada. O atleta acaba exercendo uma função predominantemente defensiva, o que limita o poder de fogo do ataque sem que a equipe consiga uma solidez defensiva proporcional. Ficou evidente a dependência técnica que o Athletico possui de jogadores como Esquivel e Claudinho; quando ambos deixam de atuar em alto nível ou são substituídos, o sistema de jogo se desorganiza completamente.

Desafios na sequência da temporada e necessidade de reavaliação

Outros nomes do elenco também ficaram abaixo das expectativas no Barradão. Atletas experientes como Luiz Gustavo não conseguiram desempenhar suas funções, acumulando erros de passes curtos no meio-campo. Peças em desenvolvimento, como Leozinho, demonstram que ainda precisam de maturação para encarar partidas de grande exigência física e técnica.

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Apesar do revés histórico, a avaliação geral do trabalho conduzido por Odair Hellmann permanece positiva, com o entendimento de que o treinador tem extraído o máximo de um grupo considerado enxuto. Nomes como Kerwin Vargas despontam como alternativas naturais para ganhar espaço na equipe titular devido às suas características diferenciadas demonstradas nas oportunidades recentes.

Por outro lado, jogadores como Bruno Zapelli têm enfrentado dificuldades para exercer um papel de impacto quando acionados no decorrer dos confrontos, carecendo de perfil para alterar cenários desfavoráveis. Com a eliminação sacramentada, o planejamento rubro-negro volta-se integralmente para a disputa do Campeonato Brasileiro.

O próximo compromisso será fora de casa contra o Santos, partida que exigirá superação e reajustes táticos da comissão técnica. Para o duelo, a equipe terá desfalque confirmado do goleiro titular, suspenso, abrindo espaço para a avaliação das condições de Mycael na meta athleticana em um momento crucial de reestruturação de conceitos na temporada.

Fonte:: umdoisesportes.com.br

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