Auditoria do governo fluminense aponta rombo milionário na Cedae Saúde

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Uma auditoria minuciosa conduzida pelo governo do estado do Rio de Janeiro revelou fortes indícios de desvios financeiros que ultrapassam a marca de R$ 400 milhões na Caixa de Assistência dos Empregados da Cedae, conhecida como Cedae Saúde.

O levantamento detalhado apontou a existência de possíveis irregularidades graves em pagamentos por serviços prestados, além de forte suspeita de direcionamento e favorecimento de empresas diretamente ligadas à antiga gestão da entidade assistencial.

Todo o material reunido no relatório técnico será formalmente encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O objetivo é garantir que os órgãos competentes aprofundem a apuração dos fatos e adotem as medidas judiciais cabíveis contra os responsáveis.

Fundada em 1988, a Cedae Saúde desempenha um papel fundamental na gestão da assistência médica e hospitalar de funcionários ativos, dependentes, aposentados e pensionistas, somando atualmente cerca de 17 mil beneficiários em todo o seu escopo de atendimento.

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Origem das investigações e apagão de dados

As apurações internas tiveram início logo após a exoneração do então presidente da instituição, Eric Frederik Gualberto, ocorrida em junho de 2026. Ao assumir o comando da entidade, a nova diretoria constatou uma situação alarmante: os arquivos digitais contendo o cadastro de fornecedores e toda a contabilidade compreendida entre dezembro de 2023 e abril de 2026 haviam sido apagados dos sistemas.

Apesar da tentativa de ocultar as informações, os equipes de auditoria conseguiram recuperar os dados apagados. A análise forense digital revelou indícios contundentes de favorecimento a empresas associadas à antiga administração.

Entre as descobertas mais chamativas da investigação está a constatação de que quatro empresas vinculadas a uma estrutura *offshore* pertencente a Eric Frederik Gualberto, localizada nas Ilhas Virgens Britânicas, receberam a quantia expressiva de R$ 95 milhões durante o período em que ele esteve à frente da Cedae Saúde.

Queda drástica nos repasses mensais

O esquema contava com repasses sistemáticos realizados pela Diretoria Financeira e de Relações com Investidores da gestão anterior da Cedae para a manutenção da entidade de saúde. No entanto, a nova administração descobriu que os valores enviados mensalmente para o custeio operacional estavam muito acima das necessidades reais da instituição.

Anteriormente, os aportes financeiros giravam em torno de uma média mensal de R$ 20 milhões destinados à Cedae Saúde. Com a reestruturação e o saneamento das contas promovidos pela nova gestão, o valor caiu para aproximadamente R$ 6 milhões por mês, representando uma redução drástica de 70% nos custos operacionais repassados.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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