Foto: Ricardo Almeida/Sesp
O uso do escaneamento corporal, conhecido como bodyscan, pela Polícia Penal do Paraná (PPPR) tem se mostrado uma ferramenta eficaz no combate ao tráfico de drogas nas penitenciárias da região metropolitana de Curitiba. No período de janeiro a abril de 2026, foram realizadas aproximadamente 37 mil visitas a pessoas custodiadas, das quais 12 resultaram em flagras de tentativas de introdução de substâncias ilícitas nas unidades prisionais. Este equipamento avançado tem a função de identificar a presença de materiais proibidos, aumentando a eficácia das operações de segurança.
De acordo com Márcio Zapchon, coordenador regional da PPPR em Curitiba, os dados refletem melhorias significativas trazidas pela modernização das práticas de revista, integradas ao esforço contínuo da equipe de policiais penais e demais servidores. “A aquisição de tecnologia de ponta e o investimento contínuo promovidos pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, assim como pelo Governo do Estado, têm elevado o padrão de operação da Polícia Penal. Os resultados obtidos nos quatro primeiros meses deste ano demonstram essa evolução”, comenta Zapchon.
Entre as apreensões realizadas, os agentes conseguiram interceptar 3,5 quilos de substâncias assemelhadas ao tabaco, 1,1 quilo de material similar ao haxixe, 8 gramas relacionadas à maconha, 16 gramas de um composto que se parece com ecstasy, além de 25 pontos de uma substância conhecida como “droga K”, que é sintética. Todas essas apreensões foram possíveis graças ao uso rotineiro do bodyscan durante as visitas familiares aos presos.
As pessoas que tentaram entrar nas unidades prisionais com drogas foram encaminhadas para uma delegacia, onde os procedimentos legais adequados foram realizados. Diego Polli, chefe do Setor de Operações Táticas da PPPR, também reforçou a importância da tecnologia na manutenção da ordem nas prisões. “As apreensões nos procedimentos de entrada são cruciais para prevenir a introdução de drogas, celulares e outros materiais que poderiam comprometer a segurança interna, incentivar atividades criminosas e ameaçar a integridade dos servidores e dos detentos. Ao aprimorar o controle de acesso, garantimos um ambiente mais seguro e estável, o que é essencial para a implementação de programas de reintegração social, que incluem trabalho, educação e assistência aos apenados”, detalha Polli.
Zapchon acrescenta que a instituição busca equilibrar a preservação dos laços familiares dos detentos com a segurança nas unidades prisionais, sempre com a ajuda da tecnologia e do trabalho contínuo dos servidores. “A Polícia Penal valoriza a manutenção dos vínculos familiares por meio das visitas, mas com total atenção à segurança. Evitar a entrada de drogas e de materiais proibidos é uma forma de prevenir problemas disciplinares e de saúde no ambiente carcerário. Os dados demonstram que a tecnologia aliada ao compromisso e ao conhecimento técnico dos policiais penais é fundamental para garantir a estabilidade das unidades, a segurança da sociedade e a aplicação da lei”, finaliza Zapchon.
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Fonte:: seguranca.pr.gov.br


