Bombeiros reforçam alerta sobre perigo nas cavas após trágico naufrágio em São José dos Pinhais

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Parana.pr.gov.br

Um incidente trágico em uma cava na região de Campo Largo da Roseira, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, resultou no resgate de três homens, dos quais apenas um sobreviveu. As duas vítimas fatais foram encontradas na manhã de segunda-feira (8) por equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), depois de terem desaparecido no domingo (7).

Conforme informações da corporação, as buscas foram reiniciadas na manhã de segunda-feira por equipes do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST). Os bombeiros utilizaram técnicas de mergulho com equipamentos autônomos na tentativa de localizar os corpos no fundo da cava, onde a visibilidade é limitada e os riscos aumentam.

Este trágico evento destaca os inúmeros perigos associados às cavas e lagoas, que muitas vezes são utilizadas para atividades como pesca, banho ou passeios de barco. Apesar de parecerem calmas e convidativas, essas áreas podem representar riscos significativos para aqueles que as frequentam. Além disso, é importante notar que a água em muitos desses locais não é própria para banho, implicando riscos à saúde dos usuários.

As cavas geralmente são formadas por alagamentos resultantes da extração de materiais como areia ou argila. Embora sua aparência possa ser serena, esses espaços muitas vezes possuem margens escorregadias e profundidades perigosas, além de desníveis abruptos e águas turvas. Esses fatores dificultam as operações de salvamento e podem tornar a sobrevivência de eventuais vítimas ainda mais complexa. Ademais, tratam-se de locais sem infraestrutura de guarda-vidas ou monitoramento contínuo.

- Publicidade-

A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, do CBMPR, ressalta que a falsa sensação de segurança é um dos principais riscos associados a esses ambientes. “Muitas pessoas acreditam que as cavas são similares a rios ou praias, locais onde a profundidade e a segurança são mais evidentes. No entanto, esses espaços podem ter profundidades muito maiores do que aparentam, além de água escura e baixa visibilidade. A presença de objetos ou estruturas submersas aumenta o risco de afogamentos”, afirma ela.

A capitã também enfatiza a necessidade de atenção redobrada durante atividades aquáticas. “O uso de colete salva-vidas é essencial em qualquer deslocamento em embarcações, sejam barcos, caiaques ou pranchas de stand up paddle. Caso a pessoa caia na água, o colete pode aumentar consideravelmente as chances de sobrevivência até a chegada do socorro”, explica.

Além disso, o CBMPR alerta para os perigos do consumo de álcool antes de entrar na água. A ingestão de bebidas alcoólicas prejudica a coordenação motora e reduz a capacidade de reação, resultando em uma falsa sensação de segurança que pode levar a acidentes fatais.

Cuidados recomendados em cavas e lagoas

  • Use colete salva-vidas sempre que estiver em barcos ou outras embarcações;
  • Evite nadar em locais desconhecidos ou nos quais você não tem informações sobre a profundidade;
  • Não entre na água após o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Não superestime suas habilidades de natação;
  • Evite saltos ou mergulhos em áreas cuja profundidade você não conhece;
  • Informe familiares ou amigos sobre o local que estará e o horário previsto de retorno;
  • Em caso de afogamento, ofereça objetos flutuantes ou cordas para auxílio, mas evite entrar na água sem o treinamento adequado;
  • Mantenha crianças sob vigilância constante, a um braço de distância;
  • Em situações de emergência, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

A tragédia serve como um importante lembrete sobre a necessidade de prever e respeitar as normas de segurança em ambientes aquáticos. Cuidado e precauções podem fazer toda a diferença para evitar desastres futuros.

Fonte:: parana.pr.gov.br

- Publicidade-
Compartilhe esta notícia