Na tarde de terça-feira, 16 de outubro, uma cápsula de Césio-137 foi furtada de um laboratório médico localizado em Rosário, Argentina. Devido aos potenciais riscos à saúde que o contato com este material representa, o governo argentino imediatamente emitiu um alerta nacional de emergência.
Conforme informações divulgadas pelo jornal argentino La Nación, o Césio-137 estava guardado em um contêiner feito de chumbo, um material comumente utilizado para neutralizar a radiação. A cápsula era imprescindível para o funcionamento de equipamentos médicos e seu desaparecimento foi notado quando a equipe técnica do laboratório foi realizar uma calibração em uma das máquinas. Relatos indicam que o último registro de manuseio da cápsula ocorreu dias antes do furto.
O Césio-137 é reconhecido como um material radioativo que pode causar danos à saúde e, em casos extremos, levar ao óbito. A cápsula que foi considerada desaparecida possui uma atividade de 103 milicuries (mCi). Especialistas consultados denunciam a importância de manter uma distância segura do local e recomendam não tentar abrir ou manipular qualquer objeto metálico que possa estar ligado à
As investigações em curso visam determinar se houve algum tipo de falha nos sistemas de segurança do laboratório e se a retirada da cápsula foi realizada por alguém autorizado. As gravações das câmeras de segurança também estão sendo analisadas para entender a dinâmica do roubo e possíveis falhas de segurança do local.
Histórico de acidentes com Césio-137 no Brasil

O Césio-137 já esteve envolvido em um dos mais graves acidentes radiológicos do mundo fora do contexto de usinas nucleares, ocorrido no Brasil em setembro de 1987. Naquela ocasião, uma cápsula de Césio-137 foi acidentalmente aberta em Goiânia. O governo de Goiás estima que 129 pessoas foram expostas ao material, resultando em quatro óbitos e deixando muitas outras com sequelas graves devido ao contato com a substância radioativa.
Esse histórico ressalta a importância de um manejo seguro e adequado de materiais radioativos, assim como a necessidade de vigilância constante e protocolos rigorosos nos laboratórios que lidam com esses elementos. O caso atual na Argentina enfatiza a urgência de medidas preventivas, uma vez que qualquer exposição ao Césio-137 pode ter consequências severas para a saúde pública.
Fonte: estadao.com.br


