Chefia da união europeia defende ação conjunta para blindar fronteiras após crise migratória

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu nesta segunda-feira, 3, a necessidade de uma mobilização unificada entre os países da Europa para intensificar a segurança nas fronteiras do bloco. A declaração ocorre como reflexo direto da recente crise migratória em Ceuta, que acabou gerando atritos diplomáticos entre nações europeias.

Em uma comunicação oficial enviada ao primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, a dirigente destacou que os episódios recentes evidenciam a urgência de blindar os pontos mais vulneráveis do território comunitário. Entre os recursos avaliados para conter o fluxo desordenado, ela mencionou o reforço na vigilância ostensiva e a eventual implementação de barreiras físicas nas divisas mais sensíveis.

Apesar de cobrar maior rigor operacional, Von der Leyen ponderou que a salvaguarda das fronteiras externas da União Europeia deve ser tratada como um encargo coletivo, dividido igualmente entre os 27 Estados-membros que compõem a comunidade internacional.

A situação ganhou repercussão internacional após o ingresso repentino de mais de 60 mil migrantes no enclave espanhol situado no norte do continente africano, desencadeando intensas discussões políticas na região. A forte repercussão visual da entrada em massa de pessoas procedentes do Marrocos motivou governos como o da Itália e da Dinamarca a defender a exclusão temporária da Espanha do Espaço Schengen, acordo que assegura a livre circulação de cidadãos entre a maior parte dos países do continente.

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Diante da pressão externa, o executivo espanhol reagiu prontamente, qualificando as demandas de afastamento como uma postura egoísta, e exigiu a convocação urgente de uma assembleia extraordinária com os ministros do Interior do bloco europeu. O encontro virtual ficou agendado para terça-feira, 4.

De acordo com a presidência da Comissão Europeia, a reunião servirá para analisar os desdobramentos da crise em Ceuta e estruturar diretrizes mais firmes de cooperação mútua para enfrentar o avanço da imigração irregular em todo o continente.

Fonte:: estadao.com.br

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