Com queda do dólar, comércio cresce 0,5% em março e amplia recorde

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

O recente recuo no valor do dólar teve um impacto positivo nas vendas do comércio brasileiro, levando a um crescimento de 0,5% na passagem de fevereiro para março. Esta é a terceira alta consecutiva do setor, que agora alcança seu maior patamar histórico.

Comparado a março do ano anterior, o comércio apresentou um avanço de 4%. No acumulado dos últimos 12 meses, houve uma expansão de 1,8%. Esses dados foram divulgados na Pesquisa Mensal de Comércio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desempenho do comércio nos últimos meses

Confira a variação do comércio ao longo dos últimos meses:

  • Outubro: 0,5%
  • Novembro: 1%
  • Dezembro: -0,3%
  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,7%
  • Março: 0,5%

O analista Cristiano Santos destaca que desde outubro de 2022, o setor mostra uma tendência de alta, que não foi interrompida pelo desempenho negativo registrado em dezembro.

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Setores em crescimento

Das oito categorias analisadas pelo IBGE, cinco apresentaram crescimento em março em comparação com o mês anterior:

  1. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 5,7%
  2. Combustíveis e lubrificantes: 2,9%
  3. Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9%
  4. Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7%
  5. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,1%
  6. Tecidos, vestuário e calçados: 0%
  7. Móveis e eletrodomésticos: -0,9%
  8. Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,4%

Santos observa que o aumento de 5,7% na categoria de equipamentos para escritório e informática foi influenciado pela desvalorização do dólar. Com a moeda americana chegando a ser cotada a R$ 5,23 em março, em comparação a R$ 5,75 um ano antes, isso fez com que os produtos importados se tornassem mais acessíveis.

“As empresas se aproveitaram da baixa do dólar para aumentar seus estoques e, posteriormente, realizar promoções. Março foi um mês significativo nesse aspecto, especialmente para equipamentos de informática, que tendem a ser afetados diretamente pela cotação do dólar”, explicou Santos.

Além disso, a atividade relacionada a combustíveis e lubrificantes também cresceu 2,9%, mesmo diante do aumento dos preços dos combustíveis, exacerbado pela tensão no Oriente Médio. “A demanda continuou forte mesmo com os preços altos”, afirmou o analista.

O aumento no preço dos combustíveis também resultou em um crescimento de 11,4% nas receitas do setor durante o mês.

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Mercado de Supermercados

O desempenho do setor de hipermercados e supermercados, que representa mais da metade do comércio, registrou uma queda de 1,4% em março. Esse retrocesso pode ser compreendido à luz da inflação, que inibiu o consumo durante esse período.

Contudo, Santos ressalta que este resultado negativo não indica uma tendência de queda, pois o setor havia experimentado um crescimento de 0,3% em janeiro e 1,4% em fevereiro.

Comércio Varejista Ampliado

No contexto do comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, veículos, motos, partes e peças, além de materiais de construção, houve uma alta de 0,3% de fevereiro para março. Este segmento apresenta um crescimento total de 0,2% no acumulado de 12 meses.

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Esses resultados refletem a recuperação gradual do comércio brasileiro, sinalizando uma resiliência diante de desafios econômicos e condições de mercado variáveis.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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