Defesa de pai de Vorcaro diz que manutenção de prisão não tem “fundamento”

Marcelo Borges
6 min. de leitura
Ministro André Mendonça em sessão plenária do S...

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em manter a prisão preventiva de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sua defesa manifestou que considera a medida “extrema, desnecessária e desproporcional”, sem “fundamento” que a justifique. A Segunda Turma do STF sustentou a decisão do ministro André Mendonça, alegando que a continuidade das medidas é necessária para resguardar as investigações. Por outro lado, a defesa enfatiza que Henrique sempre esteve disponível para as autoridades e não representa risco para a apuração dos fatos, afirmando que a prisão carece de “fundamento concreto”.

Conforme as investigações realizadas pela Polícia Federal, Henrique Vorcaro é acusado de ser mandante e operador financeiro dos pagamentos relacionados a um grupo conhecido como “A Turma”. Este grupo é descrito como um núcleo de “intimidação e obstrução de justiça”, com supostas atividades voltadas ao monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.

O único ministro a discordar da maioria, o decano Gilmar Mendes, sugeriu substituir a prisão preventiva pela prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. A defesa de Henrique argumenta que ele segue detido com base em suposições ou fatos atribuídos a terceiros e que a investigação deve se basear em “provas efetivas”. Mendes comentou que a manutenção da prisão se dá “sem fundamentação idônea”.

Além disso, a defesa expressou preocupação com a falta de acesso integral aos elementos que sustentam as acusações, o que prejudica o exercício do direito à ampla defesa. A prisão foi discutida em meio a informações que circularam na mídia, sem que a defesa tivesse completo conhecimento do conteúdo das investigações, o que pode gerar uma percepção tendenciosa no processo.

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Felipe Vorcaro também permanece preso

Juntamente com Henrique, o STF decidiu pela continuidade da prisão preventiva de Felipe Vorcaro, primo do ex-controlador do Banco Master. Felipe está detido desde 7 de maio e é considerado parte do núcleo financeiro-operacional da organização criminosa em questão.

A defesa de Felipe trouxe à tona relatórios do banco BTG Pactual que, segundo eles, demonstram a legalidade das movimentações financeiras indicadas como ilícitas na investigação. Em nota, a defesa afirma que “os documentos apresentados comprovam que tais operações foram submetidas a auditorias independentes, além de estarem amparadas por extensa documentação comprobatória”.

O ministro Gilmar Mendes mencionou os documentos em seu voto, destacando que eles evidenciam a legalidade das transferências financeiras relacionadas ao caso.

Posição da defesa de Henrique Vorcaro

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Após a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, a defesa de Henrique Vorcaro reiterou sua convicção de que a prisão preventiva é desnecessária e sem fundamento. “Henrique sempre esteve à disposição das autoridades, não representa risco à investigação e não pode ser mantido preso com base em conjecturas ou atribuições a terceiros”, afirmaram os advogados.

Além disso, a defesa expressou sua preocupação com a ausência de acesso completo às provas que alimentam as acusações, o que comprometa o pleno exercício do direito à defesa. A divulgação de informações à imprensa sem que a defesa tenha conhecimento total do processo gera um ambiente incompatível com as garantias do Estado Democrático de Direito.

A defesa comprometeu-se a adotar todas as medidas necessárias para demonstrar a falta de requisitos legais para a prisão preventiva e para garantir que o processo prossiga respeitando os direitos ao contraditório e ao amplo direito de defesa.

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Posição da defesa de Felipe Vorcaro

A defesa de Felipe Vorcaro, que desde o início nega qualquer envolvimento em práticas ilícitas relacionadas ao Banco Master, afirmou que a verdade dos fatos já está devidamente documentada nos autos do processo judicial, cujos sigilos foram levantados na data atual.

Com o processo em público, agora é possível acessar a petição apresentada pelo BTG, que esclarece a regularidade e legalidade das operações apontadas como supostamente ilícitas. Os documentos demonstram que essas operações passaram por auditorias independentes e estão respaldadas por extensa documentação.

Entre os registros disponíveis, estão fotografias e informações sobre várias usinas solares construídas pelo grupo em diferentes regiões do país, que atualmente fornecem energia a milhares de consumidores brasileiros.

Vale mencionar que os esclarecimentos do BTG foram protocolados após a decisão que converteu a prisão temporária em preventiva, portanto, não foram considerados durante a prolação daquela decisão. Apesar da importância e do impacto potencial dessas informações para o desfecho do caso, os elementos foram levados em conta apenas na análise posterior realizada pelo ministro Gilmar Mendes.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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