Quem é o ex-NBA que estava na mira de Vorcaro, segundo a PF

Marcelo Borges
4 min. de leitura
O ex-atleta Rony Seikaly e o ex-banqueiro Danie...

Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal (PF) na terça-feira, 16 de outubro, o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, teria tentado forjar uma armadilha envolvendo drogas contra o ex-jogador Ronald Fred Seikaly, conhecido como Rony Seikaly. O golpe estaria ligado a uma desavença entre Seikaly e um filho de Vorcaro, que surgiu no contexto da relação entre o banqueiro e Martha Graeff, ex-companheira de Seikaly.

Rony Seikaly, 61 anos, é naturalizado americano e nasceu no Líbano. Desde 2012, ele também se apresenta como DJ, e ao longo de sua carreira na NBA, que ocorreu entre 1989 e 1999, participou de 678 jogos. Durante sua trajetória, Seikaly atuou em times como Miami Heat, onde teve a maior parte de sua carreira, além de passar por Golden State Warriors, Orlando Magic e New Jersey Nets.

Seikaly viveu até os 14 anos no Líbano, mudando-se depois para a Grécia, onde começou a jogar basquete amador antes de se transferir para os Estados Unidos em 1983. Ele é divorciado e tem duas filhas, sendo a mais nova, de seis anos, com Martha Graeff.

Detalhes da investigação da PF

A investigação da PF indica que Vorcaro, em conluio com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, planejou averiguar se Seikaly visitaria o Brasil ou tentaria atraí-lo ao país para simular um incidente envolvendo drogas. O objetivo seria promover uma abordagem que resultasse em um flagrante de porte de entorpecentes.

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Os documentos da investigação revelam que Vorcaro prometeu investir R$ 10 milhões na execução do plano, que também incluiu a possibilidade de o banqueiro contratar pessoas para seguir o DJ nos Estados Unidos, especificamente em Miami. O material obtido pela PF comprova que havia um plano de criar um laço investigativo que pudesse incriminar Seikaly.

Um trecho do relatório destaca: “[Vorcaro] planejou contratar pessoas para seguir o DJ em solo estrangeiro (Miami), promover algum incidente a fim de forjar um flagrante com drogas para prender ou constranger o músico, além de acionar o ‘amigo da Interpol’ contra o DJ.” No entanto, o levantamento não conseguiu identificar quem seria esse “amigo da Interpol” mencionado nas conversas.

Além do plano de ação, a milícia pessoal de Vorcaro, chamada “A Turma”, também criou um documento falso com a logo do Ministério Público Federal (MPF), que continha um pedido de cooperação com a Interpol para uma suposta investigação contra Seikaly.

O ofício forjado, que apresentava a assinatura adulterada de um procurador, acusava Rony Seikaly de estelionato e de estar envolvido na distribuição ou publicação de conteúdo pornográfico infantil. O documento ainda insinuava que o DJ usaria um perfil falso de Martha Graeff para extorquir pessoas e disseminar informações enganosas.

A descoberta desse esquema levanta preocupações sobre a segurança e o uso indevido de instituições policiais, além de destacar a complexidade das relações pessoais e profissionais que podem se desenrolar no mundo do entretenimento e do esporte. O caso ainda se encontra sob investigação pela PF, que continua a apurar os detalhes e possíveis desdobramentos desse plano elaborado por Vorcaro e seus associados.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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