O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, tomou a decisão de cancelar a sessão plenária ordinária que estava agendada para as 14h de uma quarta-feira (9). A medida foi adotada em decorrência do agravamento de uma crise institucional e de divergências públicas entre magistrados da própria mais alta corte do país.
O cancelamento da pauta ocorreu após desdobramentos de grande repercussão no âmbito jurídico. Na manhã do mesmo dia, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). A ordem de Dino reverteu, na prática, uma decisão proferida no dia anterior pelo ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento do delegado de suas funções à frente da corporação policial.
Este episódio representa o capítulo mais recente e agudo de um embate público e aberto entre diferentes correntes e alas dentro do Supremo Tribunal Federal. De um lado, há ministros alinhados à postura de André Mendonça; de outro, grupos que mantêm proximidade com o ministro Alexandre de Moraes. Ao optar por suspender os trabalhos do plenário naquele momento, o presidente da Corte conseguiu evitar o que seria o primeiro encontro físico e público entre os magistrados envolvidos desde que as tensões internas vieram à tona de forma explícita na semana anterior.
Com a interrupção da pauta ordinária, o colegiado deixou de retomar o julgamento que estava previsto para analisar as complexas regras referentes à contribuição social devida por produtores rurais ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Até o momento, a presidência do tribunal avalia os próximos passos institucionais para pacificar o ambiente interno e restabelecer a normalidade administrativa e deliberativa entre os ministros.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


