Domínio .br alcança 6 milhões de registros e entra no top 6 mundial

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

O ecossistema digital brasileiro atingiu um marco histórico significativo nesta semana. A extensão de domínio .br superou a marca de 6 milhões de nomes registrados, consolidando-se firmemente como o principal reflexo da identidade e da presença dos brasileiros no ambiente virtual. Administrado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o ccTLD (sigla em inglês para domínio de topo de código de país) brasileiro figura atualmente na sexta colocação entre mais de 300 extensões semelhantes existentes em todo o planeta.

Contudo, a relevância dessa conquista vai muito além da expressiva quantidade de endereços ativos na rede. Cada registro efetuado representa um investimento direto no avanço e na sustentabilidade da infraestrutura da Internet no Brasil. Uma parcela significativa dos valores arrecadados por meio da manutenção e do registro dos domínios é revertida em benefício direto da sociedade, financiando iniciativas que fortalecem a conectividade e a segurança cibernética em território nacional.

Esses recursos também viabilizam pesquisas de grande relevância sobre os hábitos digitais da população brasileira. Os dados produzidos servem de base para a formulação de políticas públicas voltadas à expansão do acesso à rede e à mitigação de disparidades regionais e sociais. Além disso, o montante investido viabiliza programas de capacitação gratuita voltados a profissionais de redes e segurança da informação, bem como projetos focados na promoção da acessibilidade digital.

Modelo de gestão e reconhecimento internacional

Para Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br, o patamar alcançado evidencia a solidez da trajetória construída ao longo dos anos. Segundo ele, a instituição desenvolveu um modelo administrativo que une excelência técnica, estabilidade operacional e um forte compromisso social de reinvestimento no ecossistema da rede. O dirigente destaca que a estrutura adotada no país é referência internacional, gerando orgulho para a equipe envolvida.

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Na mesma linha, Frederico Neves, diretor de serviços e de tecnologia do NIC.br, pontua que o Brasil ocupa a segunda posição global em número de sistemas autônomos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O executivo ressalta que o suporte a milhares de redes locais, aliado à gestão técnica de excelência e a um custo altamente acessível, transforma o ambiente digital brasileiro em um polo de relevância mundial, sustentado pelo trabalho diário de mais de 300 profissionais dedicados.

O ritmo de expansão também impressiona. O crescimento registrado aponta para o período mais expressivo da história do .br, acumulando um saldo positivo superior a 500.000 novas adesões desde o início das atividades anuais.

Diversidade de categorias e opções de personalização

Um dos grandes diferenciais do .br reside na enorme variedade de categorias disponíveis para o mapeamento de diferentes atividades e segmentos no ambiente online. O sistema conta com quase 150 categorias distintas, estruturadas em 11 grandes grupos temáticos que englobam negócios, cultura, educação, entretenimento, localidades, perfis pessoais, poder público, profissões, tecnologia, setor genérico e terceiro setor.

Os usuários podem optar por sufixos específicos conforme sua atuação, como “ong.br”, “art.br” ou “eco.br”. Para profissionais liberais, há alternativas como “adv.br”, “adm.br”, “med.br”, “eng.br” e “bio.br”. Já as empresas utilizam opções como “agr.br”, “far.br”, “tv.br” e “tur.br”, enquanto pessoas físicas dispõem de “blog.br”, “vlog.br” e “wiki.br”. O sistema também contempla referências geográficas municipais, a exemplo de “rio.br”, “manaus.br”, “cuiaba.br”, “floripa.br” e “foz.br”, além de abrigar o principal portal de governo eletrônico do planeta, o gov.br.

Com o objetivo de acompanhar as transformações tecnológicas, o NIC.br incorporou novas opções ao seu catálogo. Na área de inovação e tecnologia, foram introduzidos os sufixos api.br, voltado para interfaces de programação de aplicações, e ia.br, dedicado a projetos de Inteligência Artificial. No segmento genérico, surgiram o social.br, voltado a perfis e redes sociais, e o xyz.br, destinado a usos gerais.

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A estrutura semântica foi planejada para garantir uma navegação intuitiva. O uso de sufixos padronizados facilita a identificação imediata da natureza da instituição ou do serviço acessado, proporcionando maior clareza e transparência para os internautas. O processo de aquisição é simples, estando aberto a qualquer pessoa física ou jurídica que possua vínculo formal com o país, validado por meio de CPF ou CNPJ.

Segurança avançada e acessibilidade financeira

Além de colaborar para o fortalecimento da rede nacional, quem opta por registrar um domínio sob a extensão brasileira conta com ferramentas robustas de proteção digital. Entre os recursos disponibilizados estão a autenticação em duas etapas por token e a tecnologia DNSSEC (Domain Name System Security Extensions), mecanismo voltado a garantir a integridade e a autenticidade das informações nos servidores de nomes.

Conforme aponta Frederico Neves, o sistema ajuda a neutralizar tentativas de respostas falsas e bloqueia esquemas de redirecionamento malicioso. Atualmente, mais de 1,9 milhão de endereços já contam com essa camada adicional de defesa. Outro recurso prático é o redirecionamento de páginas, que assegura a permanência do endereço virtual mesmo quando o titular decide migrar seu conteúdo para diferentes plataformas ou provedores.

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A infraestrutura física de suporte do Registro.br é outro ponto forte, contando com servidores distribuídos estrategicamente pelo território nacional e em continentes como América do Norte, Europa e Ásia, o que garante rapidez e confiabilidade na resolução dos acessos. Tudo isso é sustentado por uma política de preços acessíveis: a anuidade do serviço permanece inalterada desde 2017, custando R$ 40, com possibilidade de contratação antecipada por até dez anos, reafirmando o compromisso com a democratização e a independência digital no país.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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