Emissora cnn fica de fora de cobertura em viagem presidencial de trump

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Redação

Profissionais da emissora CNN foram deixados de fora da cobertura jornalística da viagem programada pelo presidente Donald Trump para o estado do Tennessee. A decisão representa mais um episódio na série de restrições impostas pela Casa Branca direcionadas ao canal de notícias.

O atrito entre a administração federal e a imprensa tem se intensificado nas últimas semanas. No período anterior, a gestão de Trump já havia vetado a entrada de três importantes organizações de mídia dos Estados Unidos (CNN, MS NOW e Politico) nas dependências da sede do governo. A justificativa apresentada pelo chefe de Estado americano foi de que os veículos dedicavam-se exclusivamente a uma linha de cobertura negativa sobre as ações de seu governo.

Apesar da diretriz adotada pelo Executivo, o cenário sofreu uma reviravolta jurídica temporária. Na madrugada de uma quinta-feira, a Justiça americana determinou a retomada temporária do acesso dos jornalistas banidos. Os magistrados argumentaram que a proibição imposta pelo presidente possivelmente feria preceitos fundamentados na Constituição do país.

Mudanças na dinâmica do pool de imprensa

Para a agenda oficial no Tennessee, estava inicialmente prevista a participação da CNN no chamado pool de imprensa — um sistema tradicional no jornalismo em que um único veículo é designado para captar imagens e informações e, posteriormente, compartilhar o material com as demais redações interessadas na cobertura dos fatos.

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Contudo, na relação oficial de cobertura divulgada pela equipe de comunicação da Casa Branca na noite de sexta-feira, a sigla da emissora não constava entre os canais de televisão autorizados a participar do deslocamento presidencial.

Em substituição aos espaços habituais de cobertura corporativa, a lista oficial passou a contemplar apenas um correspondente e uma equipe técnica da Lindell TV, organização de mídia conhecida pelo alinhamento direto com a atual gestão e que tem em sua direção o empresário Mike Lindell, apontado como um aliado fiel do presidente norte-americano.

Repercussão e solidariedade entre emissoras

O endurecimento das regras de acesso à informação gerou reações drásticas no setor de comunicação do país norte-americano. No início daquela mesma semana, as cinco principais redes de televisão dos Estados Unidos tomaram a decisão conjunta de paralisar temporariamente a cobertura jornalística rotineira diretamente da Casa Branca, em um gesto explícito de solidariedade aos veículos que sofreram sanções e impedimentos de circulação no complexo governamental.

Fonte:: estadao.com.br

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