Entidades sindicais protestam contra defasagem de transporte público nas eleições

Marcelo Borges
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Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Líderes de sete centrais sindicais brasileiras tornaram público, neste domingo (25), um manifesto contundente para repudiar a escassez de ônibus urbanos e os entraves registrados em outras modalidades de transporte durante a realização do segundo turno da eleição presidencial. Por meio do documento oficial, as organizações sustentam que as falhas operacionais impuseram barreiras significativas ao trânsito de eleitores em direção aos respectivos locais de votação, exigindo ações enérgicas por parte das instâncias competentes.

O manifesto conjunto conta com a assinatura de importantes lideranças do movimento operário nacional, incluindo Sérgio Nobre, representando a Central Única dos Trabalhadores (CUT); Miguel Torres, pela Força Sindical; Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores (UGT); Adilson Araújo, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Sonia Zerino, da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST); Antonio Neto, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB); e Antonio Gozze, representando a Pública Central do Servidor.

Entraves na mobilidade urbana e fluvial

No entendimento dos presidentes sindicais, a redução da frota de coletivos em determinados municípios representou um descumprimento direto à diretriz estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a qual determina que os serviços de transporte público operem com sua capacidade máxima de 100% nas datas de pleito eleitoral.

O texto sublinha que multidões de cidadãos permaneceram aguardando nos pontos de embarque, sem qualquer previsibilidade sobre a possibilidade de alcançar as urnas eletrônicas a tempo. Além da situação dos ônibus municipais, o documento traz à tona denúncias graves a respeito de limitações operacionais impostas ao setor de aviação civil e ao sistema de transporte por barcas na região do rio Amazonas.

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“É inadmissível que, em uma democracia, em pleno século 21, cidadãos aptos a votar sejam impedidos de exercer seu direito de forma deliberada, tendenciosa e nefasta”, aponta um dos trechos centrais da manifestação oficial divulgada pelas entidades.

Diante do cenário de transtornos, as organizações classificam as ocorrências como uma ofensa direta ao pleno exercício da cidadania, defendendo a abertura imediata de investigações rigorosas para apurar a procedência de todas as denúncias formuladas ao longo do dia.

Exigência de respostas institucionais

O posicionamento das centrais sindicais enfatiza a necessidade de uma intervenção firme por parte das autoridades governamentais e dos órgãos encarregados da fiscalização do pleito. Conforme as diretrizes apontadas na nota, a prioridade absoluta deve ser o esclarecimento cabal dos episódios de restrição de mobilidade, assegurando que o direito ao voto não seja cerceado por falhas logísticas ou sabotagens estruturais.

“Precisamos estar atentos e cobrar das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização para uma atuação efetiva”, pontuam os dirigentes sindicais no documento distribuído à imprensa.

O grupo argumenta ainda que o processo de apuração dos fatos deve transcender o mero apontamento de responsabilidades entre as administrações estaduais e municipais. Para as centrais, o foco primordial consiste em desvendar os motivos por trás dos bloqueios e estabelecer salvaguardas definitivas para que nenhum eleitor seja prejudicado por deficiências no sistema de transporte público ou privado durante os processos democráticos do país.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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