Na madrugada desta sexta-feira, 8, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram disparos contra dois petroleiros iranianos, resultando na inutilização das embarcações. O incidente se deu no Estreito de Ormuz, onde os militares americanos se envolveram em um confronto com forças do Irã. Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos relataram mais um ataque proveniente do Irã, que utilizou mísseis e drones.
Esses confrontos geram incertezas quanto à manutenção do cessar-fogo acordado há cerca de um mês, que, segundo Washington, ainda estaria em vigor. Os Estados Unidos estão à espera de uma resposta por parte de Teerã sobre uma proposta recente destinada a pôr fim ao conflito, reabrir o estreito e suspender o avanço do programa nuclear iraniano.
O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, expressou a expectativa de que Teerã apresente “uma proposta séria” ainda nesta sexta-feira.
As forças americanas informaram que conseguiram impedir os dois petroleiros iranianos de quebrar o bloqueio imposto aos portos iranianos. Horas antes desse incidente, os militares dos EUA já haviam declarado que frustraram ataques contra três embarcações da Marinha americana e atingiram instalações militares iranianas na região do estreito.
A partir do início do conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, o Irã tem intensificado as restrições na movimentação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte de petróleo no mundo. Essa crise tem impulsionado o aumento nos preços dos combustíveis e exacerbado as tensões nos mercados internacionais. Em resposta a essas ações, os EUA implementaram um bloqueio nos portos iranianos.
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos comunicou que houve feridos em decorrência da interceptação de dois mísseis balísticos e três drones lançados pelo Irã. Até o momento, não há informações claras sobre se todos os projéteis foram efetivamente neutralizados.
Fonte: estadao.com.br


