A Fitch Ratings revalidou, nesta segunda-feira, a nota de crédito de longo prazo da China em moeda estrangeira, mantendo-a em “A”, com perspectiva estável. A agência de classificação de risco destacou a resiliência da economia chinesa, sua posição estratégica no comércio global e a solidez das contas externas como fatores determinantes para esta avaliação.
No entanto, a Fitch fez um alerta sobre os desafios fiscais de médio prazo, que estão relacionados a déficits elevados e ao aumento da dívida pública do país.
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De acordo com o comunicado da Fitch, a China deve experimentar um crescimento de 4,6% em 2026, após uma expansão de 5% prevista para 2025. Esses números são bastante superiores à mediana dos países que possuem a mesma classificação de risco. As exportações e a atividade no setor de manufatura devem continuar a impulsionar a segunda maior economia do planeta, mesmo diante de um ambiente externo instável.
A agência também salientou que a recente cúpula entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, focando na “estabilidade estratégica”, tende a diminuir o risco de uma nova escalada nas tarifas no curto prazo.

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A Fitch também considerou que a China está relativamente protegida dos impactos da alta dos preços de energia, graças aos elevados estoques de petróleo, ampla capacidade de refino e diversificação nas
No entanto, a demanda interna continua fraca. A confiança das famílias permanece abalada pelos efeitos da crise imobiliária e por um mercado de trabalho que ainda apresenta um desempenho moderado.
Apesar desse cenário, a agência notou sinais de recuperação na dinâmica de preços. A projeção para a inflação ao consumidor é de 1,2% para este ano, uma melhora em relação a somente 0,1% em 2025, sugerindo o fim de um período de cerca de três anos de pressões deflacionárias.
Em relação à política fiscal, a Fitch prevê uma redução modesta do déficit consolidado para 7,3% do PIB em 2026, em comparação com 7,6% registrado no ano anterior. Mesmo assim, a dívida do governo deverá continuar a subir, alcançando quase 80% do PIB até 2028, contra 68,5% em 2025.
Além disso, a mudança nas tarifas pode impactar os preços de diversos produtos, como cervejas, frutas e eletrônicos nos Estados Unidos, conforme o mercado global se adapta às novas regras comerciais.
Fonte: cnnbrasil.com.br


