O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou publicamente que o Brasil vai enfrentar uma grave quebra econômica durante o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o parlamentar, a deterioração das contas públicas poderá provocar uma crise profunda capaz de antecipar a saída do petista do Palácio do Planalto antes de 2030.
A declaração foi realizada durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, marcando o primeiro pronunciamento oficial desde que o parlamentar viajou aos Estados Unidos com a família, após ser derrotado na disputa presidencial.
Durante a live, o senador também declarou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado Federal, cujo pleito está programado para ocorrer em fevereiro de 2027. Além disso, o político sinalizou a possibilidade de voltar a disputar a Presidência da República no futuro.
Previsões econômicas e críticas ao governo
Ao analisar as perspectivas para o próximo mandato presidencial, Flávio argumentou que as medidas e promessas anunciadas por Lula durante o período eleitoral devem acelerar a ruína financeira do país.
“Infelizmente o Brasil está fadado a quebrar e eu acho que esse é um dos fatores que vai acabar derrubando o atual presidente da República muito antes do que muita gente imagina”, declarou o senador durante a transmissão.
O parlamentar acrescentou que o cenário econômico projetado por ele supera em gravidade a crise registrada no governo de Dilma Rousseff entre 2014 e 2015, período em que o país entrou em recessão técnica. Contudo, o político não apresentou dados estatísticos ou projeções técnicas para fundamentar a tese, tampouco reconheceu o resultado das urnas que consagraram a vitória de Lula.
Articulação política e oposição no Congresso Nacional
Para o senador, o Congresso Nacional deve funcionar como o principal polo de resistência institucional contra a gestão petista, com foco especial nas atividades do Senado. O parlamentar ressaltou ter ceticismo em relação a instâncias do Judiciário e apontou que a mobilização no Legislativo será decisiva.
Nesse contexto, Flávio pediu engajamento dos eleitores para garantir votos em favor de Rogério Marinho na disputa pela liderança da Casa Alta, cargo atualmente sob o comando de Davi Alcolumbre (União-AP), que também articula sua sucessão.
“Vamos cobrar dos senadores que vocês votaram para que votem em Rogério Marinho para a Presidência do Senado. É a única forma ali de conseguir ter uma resistência para impedir ou retardar o grande caos que o atual presidente da República vai instaurar no nosso país”, argumentou.
Planos eleitorais e futuro político
Mesmo residindo temporariamente nos Estados Unidos, Flávio indicou que mantém planos ativos para o cenário político nacional. O senador avaliou que o expressivo volume de votos conquistados na disputa contra Lula conferiu maior resiliência e motivação para continuar na vida pública, mencionando a hipótese de concorrer ao cargo máximo do Executivo antes mesmo do pleito regular de 2030.
“Isso me dá muita consciência e ainda mais coragem para enfrentar o que tiver que enfrentar, se preciso for para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da República, eu não estou falando de 2030 não, eu estou falando de antes disso”, pontuou.
Esclarecimentos sobre a viagem internacional
A saída do senador do território brasileiro ocorreu após ele receber uma intimação da Polícia Federal para entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na transmissão, o político explicou que a decisão de deixar o país foi tomada em conjunto com sua esposa, Fernanda, de forma reservada para evitar interferências. O deslocamento foi realizado pela fronteira com a Argentina, partindo de Foz do Iguaçu, no Paraná, de onde a família embarcou em um voo particular com escala no Equador rumo aos Estados Unidos.
A viagem aconteceu apesar das restrições judiciais impostas, o que motivou a abertura de investigações pela Polícia Federal para apurar os detalhes da saída e a conformidade com as ordens do STF.
Fonte:: ric.com.br


