O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou, na tarde de um sábado em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, de um ato político de sua legenda vestindo uma peça de vestuário personalizada. A camisa trazia impressa uma frase extraída de uma carta redigida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, com os dizeres: “Com o compromisso de não permitir que a vontade popular seja silenciada.”
A aparição com a vestimenta chamou a atenção dos eleitores presentes e deu o tom inicial para os discursos da tarde na região sulista do país. O evento reuniu uma multidão de simpatizantes e diversas lideranças políticas locais e nacionais que apoiam a chapa conservadora nesta corrida eleitoral.
Logo ao subir ao palanque montado para o evento, o postulante ao cargo máximo do Executivo federal fez questão de contextualizar a origem da mensagem exibida em seu peito. De acordo com o relato do próprio candidato, o trecho reproduzido na roupa faz parte de uma correspondência escrita por Jair Bolsonaro durante as festividades de Natal do ano anterior. Naquela época, conforme pontuou Flávio, ainda existiam debates nos bastidores sobre qual seria o posicionamento e a escolha definitiva do ex-presidente em relação à disputa presidencial que se avizinhava.
O comício na cidade catarinense não contou apenas com a presença do cabeça de chapa presidencial. O palanque foi marcado pela união de importantes nomes da direita regional, incluindo o governador de Santa Catarina e postulante à reeleição, Jorginho Mello (PL), além de Adriano Silva (Novo), candidato a vice-governador na composição. A nominata de candidatos ao Senado também marcou forte presença, destacando-se os nomes de Carlos Bolsonaro (PL) e Carol de Toni (PL), acompanhados por Rafael Caleffi (PL), que concorre como primeiro suplente de Carlos na chapa.
Posicionamentos firmes sobre segurança pública e maioridade penal
Durante seu discurso aos eleitores e apoiadores, Flávio Bolsonaro dedicou boa parte de sua fala a pautas ligadas à segurança pública, abordando de maneira enfática os direitos e os deveres atribuídos a menores de idade no ordenamento jurídico brasileiro. O presidenciável defendeu mudanças profundas na forma como o Estado lida com jovens infratores envolvidos em delitos de alta gravidade.
Em tom enérgico, o candidato argumentou que adolescentes que praticam crimes hediondos ou violentos devem sofrer consequências severas, equiparadas às aplicadas aos adultos. “Se cometerem crimes graves, que mata, que estupra, que é traficante… Tem que responder como gente grande, vai ficar preso sim!”, declarou o político diante dos aplausos do público presente.
Na sequência de suas propostas para a área social e jurídica, Flávio também mencionou a necessidade de reavaliar prerrogativas destinadas a jovens com menos de 16 anos, sugerindo inclusive discussões sobre a viabilidade de concessão antecipada de documentos como a habilitação para condução de veículos automotores. A pauta econômica e de desenvolvimento também encontrou espaço na fala do candidato, que abordou tópicos fundamentais para a economia nacional, como o fortalecimento do agronegócio, a garantia e ampliação dos direitos das mulheres na sociedade e a expansão de programas voltados à capacitação profissional da mão de obra brasileira.
Carlos Bolsonaro discursa e mira o poder judiciário
irmão do presidenciável e postulante a uma vaga no Senado Federal representando o estado de Santa Catarina, Carlos Bolsonaro subiu ao palco vestindo uma camisa oficial da Associação Chapecoense de Futebol. Em sua intervenção perante o eleitorado catarinense, Carlos destacou a importância de investimentos contínuos em infraestrutura, com foco especial na melhoria e duplicação de rodovias federais que cortam o território do estado, além de reiterar seu apoio incondicional à campanha do irmão rumo ao Palácio do Planalto.
Ainda durante sua oratória, o candidato ao Senado direcionou críticas ao sistema de Justiça do país e defendeu abertamente a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), embora tenha evitado citar nominalmente qualquer um dos magistrados que compõem a corte superior.
A passagem por Chapecó representou o segundo compromisso oficial da agenda do Partido Liberal em solo catarinense naquele sábado. A maratona de atos políticos buscou consolidar alianças regionais e fortalecer o palanque dos candidatos da legenda e de correntes aliadas ao longo da disputa eleitoral que mobiliza o estado.
Fonte:: ric.com.br


