Tribunal Superior Eleitoral investiga filiação indevida de Flávio Bolsonaro

Marcelo Borges
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Foto: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a abertura de uma investigação rigorosa para apurar as circunstâncias da filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, à legenda Missão. A medida judicial foi adotada na última quinta-feira após o surgimento de notícias veiculadas pela imprensa que apontavam impasses na formalização da candidatura por parte da equipe de campanha.

De acordo com os relatos iniciais, a equipe do parlamentar encontrou barreiras operacionais no sistema do tribunal eleitoral justamente por constar um vínculo partidário anterior com outra sigla, fato que gerou alerta nos bastidores políticos, especialmente diante do prazo final estipulado para o próximo sábado.

Através de suas contas oficiais nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro classificou o registro de sua filiação ao partido Missão como um ato fraudado, levantando suspeitas sobre a integridade do processo naquele momento inicial.

Em contraponto às especulações de invasão cibernética, o Tribunal Superior Eleitoral emitiu uma nota oficial desmentindo veementemente que a inclusão do nome do parlamentar nos registros da legenda tenha ocorrido por meio de um hackeamento dos servidores da Corte. Segundo o órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira, o episódio decorreu de um uso indevido da ferramenta digital por um usuário que detinha as credenciais oficiais da própria legenda para efetivar novas filiações partidárias.

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Diante da gravidade do imbróglio jurídico e político, o tribunal confirmou que o presidente da instituição acionou formalmente o Ministério Público Eleitoral (MPE), além de ordenar a instauração imediata de um procedimento interno de investigação para apurar responsabilidades e esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

No texto da nota oficial divulgada à imprensa, o TSE reforçou: “O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”.

Como desdobramento imediato da repercussão nacional gerada pelo caso, a direção nacional do Partido Liberal (PL) protocolou junto ao TSE um pedido formal de desfiliação em relação ao partido Missão. A petição jurídica já se encontra sob análise técnica dos setores competentes do tribunal.

Por sua vez, a sigla Missão também se manifestou publicamente sobre o imbróglio, alegando que os dirigentes da agremiação conseguiram identificar a movimentação irregular de filiação, mas esbarraram em limitações técnicas ao tentar reverter o processo dentro da plataforma digital da Justiça Eleitoral.

Em nota oficial distribuída à imprensa, o partido Missão pontuou: “O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE”.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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