
Com a queda das temperaturas e a proximidade do inverno, o Instituto Água e Terra (IAT), que é responsável pela administração de 19 viveiros florestais e dois laboratórios de sementes no Paraná, intensifica suas atividades de monitoramento, manejo e orientação técnica em relação à produção, distribuição e plantio de mudas florestais nativas em várias regiões do Estado.
Essa atuação tem como objetivo minimizar as perdas resultantes de geadas, estiagem e falta de água, além de assegurar uma maior taxa de sobrevivência das espécies utilizadas em projetos de restauração ambiental, tais como a recuperação de áreas degradadas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
No inverno, conforme explica Roberta Scheidt Gibertoni, bióloga e agente profissional do Instituto, certas espécies nativas necessitam de cuidados ainda mais rigorosos depois do plantio, especialmente em regiões que estão mais sujeitas a geadas e à escassez hídrica. Ela ressalta que as características climáticas típicas da estação demandam uma avaliação meticulosa tanto dos viveiros quanto dos projetos de plantio em todo o Paraná.
“Temperaturas muito baixas podem prejudicar o estabelecimento das mudas no campo e aumentar consideravelmente o risco de mortandade das espécies mais delicadas”, alerta.
Diante desse cenário, durante os meses mais frios do ano, os viveiros florestais precisam redobrar os cuidados com irrigação, manejo, proteção e transporte das mudas. O frio intenso, combinado com geadas e a falta de água, pode afetar diretamente o desenvolvimento das plantas, notadamente das espécies que são mais sensíveis às condições climáticas do inverno.
O protocolo adotado pelo IAT confere autonomia aos coordenadores dos viveiros florestais para avaliar a remoção e doação de mudas durante os períodos de inverno e estiagem, considerando fatores climáticos, disponibilidade de espécies e características específicas de cada região paranaense.
“A oferta de mudas pode ser limitada em determinados períodos, justamente para evitar perdas e garantir um melhor aproveitamento das espécies produzidas nos viveiros”, informa Roberta.
Logística do Transporte de Mudas
As baixas temperaturas impactam diretamente a logística de transporte e distribuição das mudas no Paraná. Durante ondas de frio mais severo, o manejo do transporte precisa ser mais cuidadoso para evitar danos durante o deslocamento, garantindo que as plantas cheguem em boas condições até os locais de plantio.
Algumas espécies apresentam maior vulnerabilidade às condições climáticas do inverno, o que torna necessário um planejamento mais estratégico na produção e na distribuição das mudas. O IAT considera fatores como a disponibilidade das espécies, a finalidade do plantio e a adaptação climática antes de autorizar a retirada das mudas.
Além disso, as condições climáticas variam entre as diferentes regiões do Paraná, o que torna fundamental a limitação da retirada de mudas de acordo com as características específicas de cada município que é atendido pelos escritórios regionais do IAT.
Espécies Mais Adaptadas ao Inverno
Entre as espécies que melhor se adaptam ao inverno estão mudas nativas como araucária, ipê-amarelo, bracatinga, pitanga, guabiroba e cerejeira-do-mato. Essas plantas frequentemente apresentam um desempenho superior durante a estação fria, especialmente em regiões mais propensas a geadas.
Para aqueles que pretendem realizar plantios durante essa estação, a recomendação é optar por períodos menos rigorosos em termos de frio, evitar dias de geada e garantir uma irrigação adequada para as mudas recém-plantadas, principalmente nos primeiros dias após o plantio.
“É igualmente importante preparar o solo adequadamente e proteger as plantas dos ventos fortes e das temperaturas extremas. Em áreas de recuperação ambiental, o IAT ainda aconselha a utilização de diferentes espécies florestais nativas, assegurando uma maior diversidade ecológica e melhor adaptação ao ambiente”, afirma Roberta.
Papel Estratégico na Recuperação Ambiental
A atuação dos viveiros do IAT é fundamental para a recuperação ambiental, preservação da biodiversidade e recomposição de áreas degradadas no Paraná. Através do Programa Paraná Mais Verde, o Estado tem ampliado a produção e distribuição de mudas, tendo já distribuído mais de 13 milhões de plantas nativas desde 2019. Esta ação também fortalece os esforços em restauração ecológica e em educação ambiental.
Com um planejamento técnico adequado, orientação direcionada à população e investimentos em modernização sustentável, o Instituto procura garantir que o plantio de mudas ocorra de forma segura, eficiente e em conformidade com as condições climáticas específicas de cada região no Estado.
Fonte:: iat.pr.gov.br


