Governo paraibano rompe com operadora e garante estabilidade em números de emergência

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

A gestão de tecnologia da informação da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba revelou os bastidores da decisão drástica que retirou a operadora Oi da prestação de serviços essenciais de comunicação para as forças policiais e de salvamento no estado. A medida foi tomada após uma série de falhas recorrentes que comprometeram diretamente o funcionamento de linhas vitais para a população, como os números de emergência 190, da Polícia Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros.

O relato foi feito por Fabiano Vieira, gestor de TI da pasta de Segurança Pública paraibana, durante participação no SECOP 2026. Em entrevista concedida à CDTV, o especialista detalhou que a descontinuidade do contrato com a antiga fornecedora se tornou uma urgência inadiável diante da falta de suporte técnico adequado e das quedas constantes no sistema de telecomunicações que sustentava os despachos de ocorrências em todo o território estadual.

Segundo o representante da segurança pública, a permanência da parceria representava um risco iminente para a integridade dos cidadãos, uma vez que qualquer instabilidade na rede de telefonia paralisa o atendimento de urgência. “Nós deixamos os braços da Oi, mas há estados que ainda estão sofrendo”, declarou Vieira durante a entrevista, acendendo um alerta para outras unidades da federação que ainda utilizam a mesma infraestrutura para gerenciar suas centrais de emergência.

- Publicidade-

Diante do cenário crítico, a administração estadual optou pela realização de um processo licitatório emergencial para substituir a prestadora de serviços. A vencedora do certame foi a empresa Tely, de atuação regional, que assumiu a responsabilidade de reestruturar a rede de comunicação crítica do governo paraibano. Com a mudança, a nova contratada passou a gerenciar a interligação digital entre os três principais centros de comando e controle do estado, estrategicamente localizados em João Pessoa, Campina Grande e Patos.

A transição tecnológica permitiu restabelecer a confiabilidade dos canais de atendimento à sociedade, garantindo que chamadas de socorro não sejam perdidas devido a falhas de infraestrutura. A experiência bem-sucedida na reestruturação da rede levou o Conselho de Segurança Pública a adotar uma postura de orientação ativa em âmbito nacional, recomendando formalmente que outros governos estaduais avaliem seus contratos atuais e promovam a substituição de fornecedores caso enfrentem vulnerabilidades similares.

Para o órgão, a continuidade dos serviços voltados à segurança pública é uma questão soberana e de impacto direto na vida civil. A recomendação enfática do colegiado é para que a troca seja efetuada o mais rápido possível por estados que ainda dependam de redes consideradas instáveis, prevenindo assim colapsos operacionais em momentos de crise. “Se o serviço de emergência para, quem sofre é o cidadão”, concluiu o gestor de TI, reforçando a urgência de modernização e segurança na infraestrutura de telecomunicações do setor público.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

Compartilhe esta notícia