Investigação sobre grave acidente com 23 mortes na BR-373 completa uma semana sem laudo final

Luciano Furtado da Cunha
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Completou uma semana nesta semana que a tragédia na BR-373, em Ipiranga, na região dos Campos Gerais do Paraná, resultou na morte de 23 pessoas. Até o momento, as autoridades de segurança pública seguem apurando as circunstâncias exatas que provocaram a colisão frontal entre um micro-ônibus e uma carreta, um dos episódios mais graves registrados nas rodovias paranaenses nos últimos anos.

O acidente ocorreu durante a madrugada do dia 19 de agosto. O micro-ônibus pertencia à Secretaria de Saúde de Imbituva e transportava pacientes locais para a realização de exames e consultas médicas na capital do estado, Curitiba. No sentido oposto trafegava uma carreta, emplacada no município de Erechim, no Rio Grande do Sul.

De acordo com os levantamentos iniciais repassados pela Polícia Rodoviária Federal, há indícios preliminares de que a carreta possa ter invadido a faixa contrária da rodovia, provocando o impacto direto com o veículo de transporte de passageiros. Contudo, a confirmação técnica da dinâmica só será possível após a conclusão dos laudos periciais oficiais.

Andamento das investigações e perícia técnica

A Polícia Rodoviária Federal informou que o documento técnico definitivo ainda está em fase de elaboração. Assim que finalizado, o material será remetido à Polícia Civil do Paraná, que conduz o inquérito policial. Em nota oficial, a corporação estadual ressaltou que aguarda a entrega dos relatórios tanto da PRF quanto da Polícia Científica para avançar na elucidação dos fatos.

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Paralelamente à espera pelos laudos, a Polícia Civil continua realizando oitivas de testemunhas e analisando imagens que possam contribuir para determinar as responsabilidades pelo acidente. A batida é considerada pela PRF como o pior desastre rodoviário em número de óbitos no estado desde janeiro de 2021.

Entre as 23 vítimas fatais, o levantamento oficial aponta que 13 eram mulheres, oito eram homens e duas eram crianças. O motorista da carreta também perdeu a vida no local do impacto. Outras cinco pessoas sofreram ferimentos e receberam atendimento médico hospitalar na época da ocorrência.

Apoio jurídico e orientação às famílias

Além do trabalho pericial e investigativo, diversas instituições públicas e órgãos governamentais mobilizaram equipes para prestar suporte direto aos familiares das vítimas. A Defensoria Pública do Paraná passou a atuar na orientação jurídica de parentes que buscam esclarecimentos sobre eventuais indenizações civis e outras demandas legais decorrentes da tragédia.

Segundo Ingrid Lima Vieira, coordenadora do Nucrise, parte das famílias já buscou atendimento na instituição por meio de canais de mensagens. A Defensoria também identificou demandas sensíveis, como a necessidade de acompanhamento em processos de guarda de menores que perderam seus responsáveis legais no acidente.

A estratégia inicial da instituição é priorizar a tentativa de acordos extrajudiciais e a mediação entre as partes envolvidas. No entanto, medidas concretas referentes a reparações financeiras ainda dependem de novas reuniões com os familiares e da definição clara dos responsáveis jurídicos. http://cbncuritiba.com.br/wp-content/uploads/2026/08/SONORA-–-UMA-SEMANA-IPIRANGA-02-VS.mp3

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Direitos previdenciários e assistência social

Em outra frente de atendimento humanitário e administrativo, o Instituto Nacional do Seguro Social uniu forças com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Imbituva. As duas entidades realizaram uma reunião conjunta para orientar os parentes das vítimas sobre os direitos previdenciários garantidos por lei.

O encontro teve como objetivo auxiliar na organização e na protocolação da documentação exigida para a concessão de benefícios como pensão por morte e auxílios relacionados à incapacidade temporária. O INSS informou que os requerimentos serão analisados de forma individualizada, considerando a legislação vigente e as peculiaridades de cada caso familiar.

A expectativa dos órgãos envolvidos é de que a conclusão dos laudos técnicos por parte da Polícia Científica e da Polícia Rodoviária Federal traga respostas definitivas para as famílias e permita o encerramento das etapas mais complexas da investigação policial.

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Fonte:: cbncuritiba.com.br

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