Mercado de metais preciosos reage e ouro recupera parte das perdas semanais

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Imagem ilustrativa de barras de ouro  • Divulga...

O contrato mais líquido do ouro encerrou as negociações em alta na sexta-feira (25), conseguindo recuperar parte das perdas acumuladas ao longo dos últimos dias. O recuo anterior havia sido motivado principalmente pelo avanço nos preços do petróleo e pela alta nos rendimentos dos Treasuries no mercado internacional.

Com a retração nas cotações do petróleo registrada na sessão, o cenário adverso anterior perdeu força temporariamente. Esse alívio abriu espaço para a recuperação do metal precioso, que conseguiu retomar o patamar importante de US$ 4.300 a onça-troy. Apesar da reação positiva no fechamento da semana, o saldo do período ainda permaneceu negativo para o ativo.

Desempenho nas bolsas de metais

Na Comex, que constitui a divisão de metais da Nymex (Bolsa de Nova York), o contrato do ouro com vencimento para dezembro encerrou o dia com valorização de 0,54%, cotado a US$ 4.321,2 por onça-troy. No balanço semanal, contudo, o metal registrou uma queda de 2,34%.

No mesmo sentido, o mercado de prata também apresentou recuperação no fechamento da semana. O contrato da prata para dezembro avançou 1,25%, atingindo US$ 67,14 por onça-troy. Apesar do ganho diário, a desvalorização acumulada ao longo da semana fechou em 3,48%.

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Impacto dos títulos públicos e juros americanos

De acordo com análises do Commerzbank, as pressões adversas enfrentadas pelo mercado de metais preciosos foram provocadas por uma forte alta nos rendimentos dos Treasuries e, consequentemente, nas taxas de juros reais da economia global. O rendimento dos títulos do Tesouro americano com vencimento em 10 anos atingiu a marca de 5,2%, alcançando o patamar mais elevado desde junho de 2007.

Esse movimento reflete expectativas cada vez mais fortes do mercado financeiro em relação a novos aumentos na taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed). A perspectiva foi reforçada após declarações recentes de diversas autoridades da instituição monetária, que enfatizaram a necessidade de manter medidas duras de controle inflacionário.

Como o ouro é um ativo que não gera rendimentos diretos em forma de juros ou dividendos, ele tende a perder atratividade para os investidores em cenários de juros altos e taxas reais elevadas, pois o custo de oportunidade de manter recursos aplicados no metal aumenta consideravelmente.

Cenário do petróleo e resiliência do metal

A alta observada nos rendimentos dos títulos públicos americanos também recebeu forte impulso do comportamento do mercado de energia. A elevação inicial nos preços do petróleo decorreu da frustração das expectativas em torno de uma solução diplomática rápida para o conflito envolvendo o Irã, o que manteve os investidores em estado de alerta.

Apesar de todo o cenário desafiador e da mudança drástica nas projeções para a política monetária americana, o banco alemão destaca que o preço do ouro tem demonstrado uma resiliência notável.

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Especialistas lembram que as estimativas atuais do mercado para a taxa básica de juros do Fed ao término do ano encontram-se significativamente superiores aos patamares observados em julho. Naquele período, vale ressaltar, a onça-troy do ouro era negociada confortavelmente em torno da marca de US$ 4.000, evidenciando a força estrutural que o metal ainda mantém frente às incertezas globais.

Fonte:: cnnbrasil.com.br

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