Moraes autoriza ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar prisão domiciliar para consulta odontológica

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro se ausente temporariamente de sua residência, onde cumpre prisão domiciliar, com o objetivo de passar por um atendimento odontológico.

Conforme estabelecido pela determinação judicial, caberá à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) alinhar junto à equipe de defesa do político todos os detalhes logísticos referentes ao esquema de transporte e segurança necessários para a realização do procedimento clínico.

Visando resguardar a integridade física e o planejamento da operação, o magistrado impôs uma condição rígida: tanto a data exata quanto o endereço onde ocorrerá a consulta deverão ser mantidos sob absoluto sigilo. Caso haja qualquer tipo de vazamento dessas informações aos meios de comunicação ou ao público geral, o deslocamento autorizado deverá ser imediatamente cancelado pelas autoridades competentes.

A solicitação havia sido protocolada na semana anterior pela equipe jurídica que representa Jair Bolsonaro. No pedido, os advogados manifestaram o desejo de que o procedimento fosse conduzido pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, que é nora do ex-presidente e esposa do senador Flávio Bolsonaro, filiado ao Partido Liberal do Rio de Janeiro (PL-RJ).

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Em sua manifestação oficial contida no processo, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a própria corporação policial sugeriu uma alternativa operacional: que o tratamento odontológico seja realizado de forma controlada nas dependências do centro médico pertencente à Polícia Militar. No entanto, o texto da decisão expedida pela Suprema Corte não confirma explicitamente se a profissional da família será autorizada a executar o atendimento clínico.

Atualmente, o ex-chefe do Executivo federal encontra-se sob restrições severas, incluindo a proibição de receber visitas. A medida punitiva foi aplicada após o senador Flávio Bolsonaro publicar em seus perfis nas redes sociais uma carta redigida pelo pai. Vale lembrar que o ex-presidente cumpre pena em domicílio com restrições severas que o impedem de realizar postagens em plataformas digitais, norma que também se aplica à veiculação de conteúdos por intermédio de terceiros.

O histórico judicial recente de Jair Bolsonaro inclui uma condenação proferida no ano passado, quando recebeu uma pena de 27 anos e três meses de reclusão em decorrência de investigações e processos relacionados a uma trama golpista. Posteriormente, após a realização de um procedimento cirúrgico, o regime de cumprimento de pena foi alterado para a modalidade domiciliar.

Paralelamente às questões jurídicas, o ex-presidente enfrenta um período de convalescença, recuperando-se de um quadro de pneumonia bacteriana. Pelas regras impostas pelo Supremo Tribunal Federal, todas as visitas direcionadas a ele durante a execução de sua pena necessitam de autorização prévia e expressa do ministro Alexandre de Moraes, que atua como relator da execução penal no STF.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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