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O governo federal divulgou uma nota classificando como “deplorável” a atuação da família Bolsonaro nos Estados Unidos, e a reação foi avaliada como politicamente calculada por Thiago Vidal, diretor de análise política da Prospectiva ao
Segundo ele, a nota representa uma resposta direta a um ato político eleitoral.
Vidal destacou que o
documento divulgado pelo governo
é “agressivo” e foge ao princípio da impessoalidade da administração pública, ao citar nominalmente a família Bolsonaro.
“Uma nota agressiva, inclusive, como a reportagem mencionou, que cita a família Bolsonaro, algo que foge ao princípio da impessoalidade da administração pública e que indica, portanto, que o governo federal está respondendo a um ato político eleitoral também com uma ação política”, afirmou.
Estratégia eleitoral do bolsonarismo em xeque
De acordo com o analista, a aposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu núcleo de campanha é a de que o senador Flávio Bolsonaro teria tentado se distanciar de um vínculo considerado negativo para sua candidatura — a
e com seu
— e se aproximar da pauta de segurança pública.
Vidal, no entanto, pondera que essa estratégia pode não surtir o efeito desejado.
O analista lembrou que, durante o chamado “tarifaço” de 2025, quando a família Bolsonaro atuou junto à Casa Branca para tentar aumentar as tarifas e isolar comercialmente o Brasil, as pesquisas registraram resultado líquido negativo para o bolsonarismo e positivo para o governo Lula.
“Na defesa da soberania, o governo vai melhor. Tanto que Lula logo depois trocou o slogan do governo”, ressaltou Vidal.
Para Vidal, a nota divulgada pelo governo indica que Lula aposta na tese de que a medida anunciada não se sustentará.
Segundo ele, o governo parece crer que o suposto ganho político do bolsonarismo não se traduzirá em dividendos eleitorais nem em melhora nas pesquisas.
“O governo parece apostar na tese de que o fato de ontem ele não vai se sustentar, ou seja, de que esse suposto ponto que o bolsonarismo ganhou não vai se traduzir em dividendos eleitorais”, concluiu o analista.
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Fonte: cnnbrasil.com.br


