Paraná investe R$ 2,8 bilhões em alimentação escolar até 2026

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Parana.pr.gov.br

A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), anunciou um investimento considerável na alimentação escolar, que deve alcançar aproximadamente R$ 2,8 bilhões entre 2019 e 2026. Este aporte financeiro permitirá a aquisição de mais de 267 milhões de quilos de alimentos, que serão utilizados na preparação das refeições servidas diariamente aos estudantes da rede estadual.

Para se ter uma ideia do tamanho desse investimento, a quantidade de alimentos adquiridos é suficiente para atender uma cidade de cerca de 15 mil habitantes durante 61 anos, considerando um consumo médio diário de 800 gramas por pessoa.

A diversidade nos alimentos oferecidos na rede escolar tem sido um foco importante. Nos últimos anos, novas iniciativas permitiram a inclusão de itens inusitados nos cardápios, além de aumentar a disponibilidade de produtos orgânicos e priorizar ingredientes da agricultura familiar. Ao longo desse período, foram introduzidos pelo menos 15 novos itens alimentícios, como frutas pouco convencionais, alimentos embalados com tecnologias de conservação e produtos típicos da região.

“Garantir a qualidade da alimentação escolar é uma das nossas principais prioridades. Atualmente, atendemos cerca de 1,2 milhão de estudantes em mais de 2 mil escolas estaduais, servindo aproximadamente 1,5 milhão de refeições diariamente”, destaca Roni Miranda, secretário de Estado da Educação.

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Um dos principais destaques da diversificação foi a introdução de frutas congeladas, provenientes de espécies nativas do Brasil. Desde 2025, foram distribuídas 81 toneladas de frutas como juçara, guabiroba, jerivá e jabuticaba, além de goiaba, manga, mamão, acerola, framboesa silvestre e limão-caipira, totalizando um investimento de quase R$ 2 milhões.

A pitaia, uma fruta ainda rara nas escolas brasileiras, também foi incorporada aos cardápios em 2023, contabilizando 58 toneladas e um investimento superior a R$ 1 milhão.

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Outro item que se destacou foi o pão caseiro orgânico, que se tornou o principal alimento orgânico da alimentação escolar, com a aquisição de 293 toneladas nos últimos dois anos, resultando em um investimento superior a R$ 8 milhões. A água de coco, introduzida em 2024, também ganhou popularidade, tendo sido distribuídas 800 toneladas com um aporte de R$ 6 milhões.

As barrinhas de frutas surgiram como uma nova opção de lanche, acumulando cerca de 485 toneladas distribuídas e um investimento de R$ 23 milhões. Os alunos também passaram a contar com pão de queijo e doce de leite em seu cardápio desde 2025, totalizando 330 toneladas distribuídas, com um investimento de R$ 4 milhões.

Recentemente, foi introduzido o arroz e o feijão embalados em atmosfera modificada (ATM), com a compra de aproximadamente 2 milhões de quilos desses produtos em 2026, resultando em um investimento de R$ 13 milhões. Essa tecnologia de embalagem ajuda a manter a conservação dos alimentos e reduz a proliferação de microrganismos.

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A política de diversificação também incluiu uma gama de produtos orgânicos, como arroz polido, feijão preto, feijão carioca, açúcar demerara e farinha de mandioca. Grande parte desses alimentos é fornecida por agricultores familiares paranaenses, incluindo biomassa de banana verde, café torrado e moído, chá-mate tostado, amora, framboesa, ervilha-torta, milho para pipoca, canjica branca e pinhão. Este último, que é tradicional na cultura paranaense, movimentou R$ 311 mil em compras da agricultura familiar nos últimos sete anos e teve mais de 36 toneladas distribuídas para 470 escolas estaduais.

De acordo com a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, o avanço nos cardápios reflete o compromisso da rede estadual com a qualidade da alimentação escolar. “A inclusão de frutas nativas, produtos orgânicos e locais amplia as experiências alimentares de nossos estudantes, promovendo hábitos alimentares mais saudáveis e fortalecendo a agricultura familiar”, ressalta.

Em termos de controle e qualidade, a alimentação escolar conta com um rigoroso sistema de inspeção que assegura a qualidade dos produtos adquiridos. Este controle cobre todas as etapas da cadeia de abastecimento, desde a produção até a entrega nas escolas, garantindo padrões sanitários e nutricionais adequados.

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A fiscalização inclui a verificação de normas de higiene, armazenamento e transporte, além da exigência de certificações específicas para produtos de origem animal e orgânicos. Nutricionistas da rede estadual monitoram se os alimentos atendem aos cardápios escolares, levando em conta o valor nutricional e a diversidade alimentar.

A rastreabilidade dos produtos é um aspecto central, permitindo identificar a origem dos alimentos e acompanhar todas as fases da cadeia de abastecimento, priorizando fornecedores locais e fortalecendo a economia regional.

“Todo alimento destinado à alimentação escolar passa por um processo rigoroso de controle e fiscalização. Acompanhamos desde a origem dos produtos até a entrega nas escolas, assegurando que os estudantes recebam alimentos seguros, de qualidade e conforme os padrões nutricionais exigidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar”, afirma Andrea Bruginski, responsável técnica pelo PNAE no Fundepar.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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