A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) realiza um monitoramento contínuo dos casos de hantavirose e reafirma que a doença está sob controle no estado. Esta atualização ocorre após a divulgação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que relatou casos de infecções e mortes em um navio de cruzeiro que fazia trajetos entre a Argentina e Cabo Verde. A vigilância permanece alerta, e os profissionais de saúde estão capacitados para atender prontamente os casos suspeitos.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que deve ser notificada imediatamente às autoridades de saúde. A transmissão para os humanos se dá principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Também existe o risco de contágio através do contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
Uma vez instalado no organismo, o vírus pode desenvolver a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que, em situações mais graves, pode evoluir para a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). Nesses casos, a pessoa pode apresentar edema pulmonar não cardiogênico, que pode levar à insuficiência respiratória aguda e choque circulatório, exigindo atenção médica imediata.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a situação em relação à hantavirose está controlada. Ele ressalta que a rede de saúde está preparada para lidar com a situação. “A hantavirose é uma doença monitorada de forma rigorosa pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão prontos para identificar e tratar rapidamente qualquer suspeita da doença”, afirmou Neves.
CASOS NO PARANÁ
No Paraná, os dados corroboram a baixa incidência da hantavirose. Em 2025, foi registrado apenas um caso confirmado na cidade de Cruz Machado. Em 2026, houve dois casos confirmados, um em Pérola d’Oeste e outro em Ponta Grossa. Além disso, 21 casos foram descartados e 11 ainda estão em investigação. A Sesa conta com o suporte técnico do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e do Laboratório de Referência em Vírus Emergentes (ICC/Fiocruz) para as investigações laboratoriais.
Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, dores nas articulações, cefaleia e sintomas gastrointestinais. Caso a infecção evolua para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldades respiratórias, tosse seca e pressão arterial baixa.
Atualmente, não existe um tratamento específico para a infecção por hantavírus. As abordagens terapêuticas são de suporte e devem ser realizadas por profissionais de saúde. A recomendação é que, ao notar os primeiros sinais da doença, a pessoa busque um serviço de saúde imediatamente, visto que a rapidez no tratamento é crucial e pode salvar vidas.
PREVENÇÃO
Para prevenir a hantavirose, a população é orientada a evitar o contato com roedores silvestres. Isso envolve roçar terrenos em volta de residências, dispor adequadamente de entulhos, armazenar alimentos em recipientes fechados e utilizar equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados. Também é importante realizar apenas limpeza úmida de áreas peridomiciliares, como galpões, silos e paióis, para minimizar a contaminação por aerossóis.
Foto: SESA
Fonte: saude.pr.gov.br


