O Paraná projeta um investimento de até R$ 350 milhões até 2029, com o objetivo de fortalecer a Reserva de Enfrentamento de Desastres (RED), que faz parte do Fundo Estratégico do Paraná (FEPR). Essa iniciativa é gerida pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em colaboração com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A ideia é garantir que haja recursos disponíveis rapidamente para proteger a população e minimizar os impactos sociais, econômicos e estruturais causados por desastres naturais.
O foco é aprimorar a resposta do Estado em situações de emergência, como o tornados que devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu em novembro de 2025. Com a nova estratégia, o Paraná pretende dispor de uma reserva pronta para atender a população nos momentos críticos.
Norberto Ortigara, secretário da Fazenda, destaca a mudança de uma abordagem reativa para uma postura mais preventiva. “Estamos passando por uma transformação que nos permite agir rapidamente em face de emergências climáticas cada vez mais comuns. Com esta reserva, o Paraná se torna capaz de proteger vidas e reduzir prejuízos significativos”, afirma.
Atualmente, a Reserva de Desastres é financiada com 20% dos recursos livres destinados ao fundo. A expectativa é que o valor total cresça anualmente, podendo atingir o limite máximo de R$ 350 milhões até 2029, desde que não haja necessidade de utilizar o fundo no período. As projeções indicam que em 2026 estarão disponíveis cerca de R$ 148 milhões, R$ 209 milhões em 2027, e R$ 273 milhões em 2028, até que o valor máximo seja alcançado.
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Em caso de ocorrências de eventos extremos, os recursos podem ser utilizados para ações emergenciais, o que pode influir no crescimento da reserva. Contudo, o modelo estabelece revisões periódicas para garantir a sustentabilidade do fundo.
A diretora do Tesouro Estadual, Carin Deda, enfatiza que o planejamento é baseado em uma análise técnica rigorosa, buscando assegurar que os recursos públicos sejam empregados de maneira eficaz, fortalecendo a capacidade do Estado de lidar com eventos extremos. “A proposta visa preparar o Paraná, criando uma estrutura que reaja rapidamente e com planejamento diante de eventos climáticos que se tornam cada vez mais recorrentes”, explica.
MISSÃO BID –
Nesta semana, durante uma missão técnica na Sefa, o BID apresentou estratégias que auxiliarão na estruturação e aplicação dos recursos do Fundo Soberano. As discussões abordaram instrumentos financeiros, modelo de governança e os passos futuros, consolidando diretrizes que vão além de uma única área do fundo.
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Após alcançar o limite de R$ 350 milhões destinados à reserva de desastres, o Paraná poderá redirecionar novos recursos para outras áreas estratégicas, mantendo critérios que respeitem padrões internacionais de sustentabilidade.
Esses critérios incluem diretrizes do Acordo de Paris, que orientam a implementação de práticas voltadas à mitigação dos impactos climáticos, adaptação a riscos e aumento da resiliência. Isso significa que iniciativas apoiadas pelo fundo, especialmente nos setores de energia, logística e agroindústria, deverão incorporar soluções que minimizem impactos ambientais, aumentem a eficiência e promovam melhor adaptação a eventos climáticos, assegurando que o desenvolvimento econômico esteja em conformidade com a sustentabilidade a longo prazo.
Fonte:: iat.pr.gov.br


