Paraná planta o futuro Distribuição de 668 mil mudas de Araucária reforça símbolo do Estado

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

Mudas de AraucáriaFoto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Paraná comemora nesta quarta-feira (24) o Dia Nacional da Araucária, apresentando um balanço bastante positivo em relação à distribuição de mudas dessa árvore emblemática. Desde janeiro de 2019 até junho de 2026, o Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), distribuiu um total de 668.286 mudas de Araucaria angustifolia, conhecida popularmente como Pinheiro-do-Paraná. Essa ação faz parte do programa Paraná Mais Verde, que ocupa presença na maioria dos municípios paranaenses e conta com 19 viveiros florestais espalhados pelo estado. A regulamentação dessa iniciativa se dá pela Lei nº 20.738/21, cujo objetivo é promover a conscientização ambiental e o desenvolvimento sustentável em todo o Paraná.

O gerente de Restauração Ambiental do IAT, engenheiro agrônomo Mauro Scharnik, destaca que a Araucária é uma espécie nativa da Mata Atlântica, que caracteriza a fitofisionomia da Floresta Ombrófila Mista, servindo como um ícone paisagístico e cultural do estado. Ele ressalta que o plantio em andamento contribui para a manutenção da biodiversidade, o equilíbrio dos ecossistemas e a preservação de uma espécie que é um verdadeiro patrimônio paranaense.

“A distribuição de mais de 668 mil mudas de Araucária é uma prova do compromisso do IAT com a recuperação da nossa floresta e a preservação deste símbolo paranaense para as próximas gerações. Este trabalho é contínuo e depende da ciência, da dedicação e da participação da comunidade para garantir a sobrevivência dessa árvore tão representativa”, afirma Scharnik.

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O programa Paraná Mais Verde tem como prioridade a produção e a distribuição de mudas de espécies ameaçadas, entre elas a Araucária. Desde o início do programa, em 2019, foram distribuídas mais de 13,5 milhões de mudas de espécies nativas em todo o estado. A produção dessas mudas ocorre em 19 viveiros do IAT, que são geridos pelos escritórios regionais e abastecem diversos projetos de restauração ecológica e outras iniciativas governamentais.

“Essa data é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância dessa árvore nativa para o meio ambiente e sobre a necessidade de sua preservação. Desde 2019, mais de 660 mil mudas de Araucária foram distribuídas visando o reflorestamento e a recuperação de áreas degradadas. Esses plantios têm sido essenciais para a recuperação dos nossos ecossistemas, contribuindo igualmente para a biodiversidade e para a reabilitação de áreas afetadas por desmatamentos irregulares”, enfatiza o engenheiro.

Distribuição Detalhada

Os dados do IAT informam sobre a evolução da distribuição anual das mudas. Em 2019, foram entregues 59.768 mudas. O número cresceu para 98.854 em 2020 e 77.763 em 2021, com o pico atingido em 2022, onde 127.760 mudas foram distribuídas. Nos anos subsequentes, a distribuição manteve-se em níveis expressivos: 95.363 em 2023, 89.258 em 2024 e 95.864 em 2025. Até o dia 18 de junho de 2026, o estado contabilizou ainda 23.656 novas mudas. Esses números demonstram a eficácia das políticas públicas voltadas à proteção da árvore símbolo do Paraná.

Para o ano de 2026, a previsão é de que sejam produzidas cerca de 150 mil mudas de Araucária, que serão distribuídas por 12 viveiros florestais do IAT. Os escritórios regionais que receberam ou receberão as sementes neste ciclo incluem Curitiba (30 mil mudas), Irati (10 mil), Guarapuava (10 mil), Pitanga (10 mil), Ponta Grossa (20 mil), União da Vitória (20 mil), Ivaiporã (6 mil), Campo Mourão (5 mil), Pato Branco (10 mil), Francisco Beltrão (15 mil), Cascavel (12 mil) e Toledo (2 mil).

A distribuição para a população é gratuita, conforme estipulado pela Portaria IAT nº 291/25. Os cidadãos interessados podem solicitar as mudas online por meio do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), acessando o site oficial do IAT.

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“A preservação da araucária vai além de seu valor simbólico. Essa espécie é fundamental para a biodiversidade da Mata Atlântica, suas sementes, os pinhões, são vitais como alimento para diversas espécies da fauna e possuem uma importância econômica e cultural significativa para as comunidades locais. Por isso, o IAT mantém seus esforços contínuos para reverter o histórico declínio desta espécie”, conclui Scharnik.

Fonte:: iat.pr.gov.br

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