O período que antecede a Black Friday é um dos momentos mais críticos para o comércio e para a estratégia das marcas no mercado brasileiro. A preparação antecipada, especificamente a partir do mês de outubro, tornou-se um fator determinante para o sucesso das vendas na data, que tradicionalmente ocorre na última sexta-feira de novembro. A discussão sobre esse planejamento estratégico foi o tema central trazido pela especialista Fernanda Musardo em sua coluna voltada ao marketing digital, detalhando o comportamento do consumidor moderno e as exigências do mercado atual.
De acordo com os dados apresentados pela colunista com base em um levantamento realizado pelo Google no final do mês de agosto, o comportamento de compra do consumidor sofreu alterações significativas em termos de antecedência. Os números indicam que 30% dos consumidores já sabem exatamente em qual loja vão adquirir o produto desejado muito antes do início oficial da campanha. Além disso, o estudo aponta que 48% das pessoas já definiram o que pretendem comprar na data, 44% já iniciaram o monitoramento dos preços praticados pelo mercado e 41% demonstram a intenção de gastar mais do que o registrado no ano anterior.
Diante desse cenário de antecipação por parte do público, a especialista alerta para os riscos de uma estratégia tardia. As empresas que optarem por concentrar o orçamento de marketing e as campanhas apenas para o mês de novembro enfrentarão um mercado muito mais competitivo. Quando a Black Friday finalmente chegar, essas marcas precisarão disputar a atenção de consumidores que já fecharam suas listas de compras e definiram suas prioridades de aquisição semanas antes.
Estratégias de comunicação e novas tecnologias no varejo
Para maximizar os lucros e garantir relevância durante o período de grandes descontos, Fernanda Musardo orienta que as empresas adotem uma comunicação direta, alinhada à linguagem exata utilizada pelo cliente. O consumidor atual busca termos práticos e facilidades no momento da transação. Um exemplo destacado é a preferência pelo pagamento via Pix parcelado, modalidade que deve representar a escolha de 56% dos compradores na data.
A recomendação da especialista é que esse termo e outras facilidades semelhantes estejam claramente visíveis em diversos pontos de contato com o público, como na página principal do site, nas descrições detalhadas dos produtos, nas campanhas veiculadas nas redes sociais e também nos canais de atendimento automatizado e humano, a exemplo do WhatsApp.
Outro ponto fundamental abordado no planejamento é a consistência das informações em todos os canais de venda da empresa. A pesquisa do Google utilizada como referência aponta que 15% dos consumidores utilizarão ferramentas de inteligência artificial para comparar preços de forma automatizada e filtrar as melhores promoções disponíveis no mercado digital.
Nesse contexto tecnológico, a colunista explica que os algoritmos e sistemas de inteligência artificial realizam a leitura de todas as informações públicas disponíveis na internet. Caso uma empresa apresente preços divergentes entre o seu site oficial, os marketplaces onde atua e as redes sociais, as ferramentas automatizadas podem simplesmente eliminar a marca da disputa de mercado antes mesmo que o consumidor tenha a oportunidade de acessar o canal oficial de vendas da loja.
Portanto, o alinhamento de preços, a clareza nas formas de pagamento e a antecipação das campanhas promocionais formam a base essencial para que as marcas se mantenham competitivas e alcancem resultados expressivos durante um dos maiores eventos do varejo global.
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Fonte:: cbncuritiba.com.br


