Polícia Civil investiga desvio milionário em agência do Banco de Brasília

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: © Joédson Alves/Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou, nesta quinta-feira (7), uma operação para aprofundar a investigação envolvendo dois funcionários do Banco de Brasília (BRB), um servidor público federal e empresários, suspeitos de movimentar irregularmente cerca de R$ 15 milhões.

A ação, chamada de Operação Insider, tem como foco indivíduos que são investigados por possíveis crimes como lavagem de dinheiro e corrupção. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela imprensa até o momento.

O BRB, ao identificar movimentações suspeitas, alertou as autoridades financeiras e policiais, revelando que essas operações ocorreram com a autorização de um gerente de uma de suas agências.

Na operação, estão sendo cumpridos dezessete mandados judiciais de busca e apreensão, que abrangem o Distrito Federal, além de estados como Rio de Janeiro e São Paulo. A ação conta com a colaboração do Ministério Público do Distrito Federal e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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Bloqueio de bens e investigação de irregularidades

Como parte das medidas adotadas pela Justiça, foi determinado o bloqueio de R$ 15 milhões das contas dos investigados, além de possíveis transferências de oito veículos de luxo e um imóvel localizado no Distrito Federal.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, os investigadores já reuniram indícios que apontam para transferências bancárias entre os suspeitos, incluindo transações realizadas por meio de contas vinculadas a empresas pertencentes a eles. A investigação também se debruça sobre a possibilidade de ocultação de patrimônio, que pode ter ocorrido por meio da compra de veículos de alto valor e movimentações financeiras fracionadas.

A apuração também investiga possíveis irregulares nas operações estruturadas da BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários).

No caso de condenação, os suspeitos enfrentam a possibilidade de penas que somam até 30 anos de prisão, devido aos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Em nota, o BRB afirmou que, assim que identificou as irregularidades nas movimentações financeiras e indícios de descumprimento das suas normas de compliance, em maio de 2025, procurou as autoridades competentes. O banco ainda destacou que está colaborando com a investigação policial e tomando as medidas necessárias para garantir a conformidade de suas operações, além de responsabilizar eventuais gestores envolvidos.

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Desdobramentos da Operação Compliance Zero

Fundado em 1964 e sob controle do Governo do Distrito Federal, o BRB atravessa um período de crise institucional em meio à Operação Compliance Zero, que foi deflagrada em novembro de 2025. A Polícia Federal (PF) havia revelado um esquema fraudulento ligado ao Banco Master, administrado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Durante as transações, o BRB absorveu bilhões de créditos do Banco Master, resultando em prejuízos significativos. Técnicos da instituição chegaram a aconselhar a diretoria a não prosseguir com algumas operações, mas as recomendações não foram levadas em conta. Os escândalos revelados pela PF culminaram no afastamento e posterior prisão do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Recentemente, a PF deu início à 5ª fase da Operação Compliance Zero, com alvos como o senador e presidente do Partido Progressista (PP), Ciro Nogueira; seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima; um primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, entre outros suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro, bem como crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

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Esta matéria foi atualizada às 16h33 do dia 7 de maio de 2026 para incluir o posicionamento do BRB.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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