Polícia deflagra operação contra rede de exploração sexual de adolescentes no Rio

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © PCRJ/Divulgação

A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (28) uma operação de grande envergadura voltada ao combate à exploração sexual de menores de idade no estado do Rio de Janeiro. As autoridades policiais estão cumprindo diversos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra alvos suspeitos de integrarem e financiarem uma rede criminosa especializada na produção e distribuição de material de teor sexual envolvendo vítimas adolescentes.

De acordo com as autoridades responsáveis pelas investigações, o grupo criminoso operava sob um esquema de extrema violência que foi classificado pelos investigadores como uma verdadeira estrutura de escravidão sexual de adolescentes. Os relatórios policiais apontam que os investigados cometiam uma série de crimes gravíssimos, incluindo estupros coletivos, sessões de tortura física e psicológica, além de graves ameaças e constantes chantagens para garantir o silêncio das vítimas e a perpetuação dos abusos.

Conforme o levantamento conduzido ao longo do inquérito, os criminosos utilizavam a produção de registros audiovisuais das violências sexuais como principal instrumento de coerção. As imagens eram armazenadas e empregadas sistematicamente para ameaçar as adolescentes com a exposição pública e a divulgação dos vídeos na internet caso elas tentassem buscar ajuda ou denunciar os abusos sofridos.

“O mecanismo de chantagem, associado a agressões físicas e psicológicas, era empregado para manter as vítimas sob controle e submetê-las a novos abusos”, detalha nota oficial divulgada pela Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro sobre o modus operandi da organização criminosa desmantelada na ação de hoje.

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Origem das investigações e desdobramentos

As apurações que culminaram na operação desta quarta-feira tiveram início em julho deste ano. O fio da meada começou a ser puxado após a prisão em flagrante de um assessor parlamentar, que foi detido sob a acusação de estupro contra uma adolescente de apenas 16 anos no município de Niterói, na Região Metropolitana fluminense.

Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão na residência do assessor investigado, os agentes policiais confiscaram diversos equipamentos eletrônicos, incluindo computadores, notebooks e telefones celulares. A análise pericial aprofundada desse material tecnológico revelou provas contundentes e permitiu à polícia descobrir a existência de uma rede criminosa muito maior, revelando a participação de outros indivíduos no esquema estruturado de exploração sexual de adolescentes na região.

A operação atual busca desarticular completamente essa rede criminosa, prender os suspeitos foragidos e recolher novas provas que possam esclarecer a extensão total das atividades ilícitas e identificar eventuais outras vítimas e cúmplices envolvidos no esquema de exploração e violência.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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