A Polícia Penal do Paraná (PPPR) promoveu um mutirão de saúde destinado a pessoas privadas de liberdade (PPL) na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), situada no Complexo Penitenciário de Piraquara, entre os dias 27 e 30 de abril. A iniciativa visa garantir assistência integral à saúde dentro do sistema prisional.
O evento contou com a participação de equipes de saúde da PPPR, em parceria com profissionais e acadêmicos da Faculdade de Pinhais e da Faculdade Positivo. Durante essa semana de mutirão, foram realizados aproximadamente 200 atendimentos médicos, além de cerca de 500 testes rápidos para detecção de HIV, sífilis, hepatites virais e tuberculose. Também foram realizados 30 atendimentos odontológicos, 90 atendimentos psicológicos e 40 atendimentos religiosos.
A diretora de Tratamento Penal da PPPR, Marilu Katia da Costa, expressou satisfação sobre o sucesso da ação e reforçou o compromisso da instituição com a dignidade dos custodiados. “É com enorme satisfação e um forte senso de missão cumprida que realizamos esta iniciativa na PCE-US. Compreendemos que a função da Polícia Penal vai além da custódia; nossa missão se fundamenta na dignidade e na oferta de condições que possibilitem a reintegração à sociedade. Essa ação multidisciplinar ilustra esse compromisso. Ao permitir que os custodiados passem por um processo de cuidado completo — começando na triagem de enfermagem e avançando para consultas médicas e odontológicas, além da realização de testes rápidos — asseguramos um direito fundamental à saúde, prevenindo agravos no sistema. Além do cuidado biológico, é vital destacar o acolhimento à saúde mental e espiritual. O suporte psicológico, aliado ao trabalho de dois capelães, proporcionou um espaço raro e valioso na prisão: a escuta qualificada. Com um ambiente seguro para diálogo e reflexão, conseguimos oferecer aos detentos o apoio emocional necessário para o seu processo de reintegração social”, afirmou Marilu.
<pAlém disso, a diretora enfatizou a importância de se dar continuidade a iniciativas semelhantes. “Entendemos que uma pessoa saudável e emocionalmente equilibrada está melhor posicionada para se integrar ao mercado de trabalho e a projetos educacionais. Essa ação foi indiscutivelmente bem-sucedida. O nosso esforço daqui para frente será direcionado para que esse modelo de atendimento se torne parte integrante da nossa rotina operacional”, acrescentou.
Olival Monteiro, diretor da PCE-US, também ressaltou os resultados alcançados com a ação ao longo da semana. “As atividades realizadas foram de extrema importância, abrangendo atendimentos médicos, odontológicos, oftalmológicos, entre outros. Essas iniciativas garantem a assistência essencial e a manutenção da saúde dentro do sistema prisional”, reiterou.
A atuação integrada das equipes de saúde possibilitou atender diversas demandas clínicas, desde condições simples até situações mais complexas. O diretor clínico do Complexo Médico Penal, Francisco Santos, detalhou o processo de atendimento. “Realizamos atendimentos para uma variedade de patologias, desde as mais leves até as mais complexas, com encaminhamentos a especialistas e solicitações de exames rotineiros, como exames de imagem e eletrocardiogramas. Temos como objetivo continuar esse trabalho em sequência”, explicou.
Francisco também abordou o fluxo de encaminhamento para atendimentos externos, quando necessário. “Após os atendimentos iniciais na unidade penal, alguns custodiados precisaram ser encaminhados para hospitais de referência, como os hospitais Angelina Caron, Evangélico e Cajuru. Consultas em áreas como reumatologia e cirurgia geral foram encaminhadas para esses hospitais assim que houve disponibilidade. Aqueles que precisaram de cirurgias deverão retornar para avaliações pós-operatórias”, acrescentou.
Por fim, ele comparou a dinâmica dos atendimentos internos à estrutura da atenção básica em saúde. “O trabalho desenvolvido na PCE-US funcionou como uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde realizamos triagens, atendimentos iniciais e solicitações de exames, além de fazer encaminhamentos para especialistas. Condições como pneumonia, rinite e atendimentos ambulatoriais foram tratadas na unidade prisional, evitando assim necessidade de deslocamento a outras unidades de saúde”, concluiu.
Os próprios custodiados reconheceram a importância da iniciativa. Um dos participantes expressou sua gratidão pela oportunidade de participar do mutirão de saúde. “Para todos nós, é muito bom poder participar de um mutirão de saúde como esse. É uma ação significativa que nos faz sentir humanos e valorizados. Podemos cuidar da nossa saúde, sabendo que a sociedade está atenta a nós e reconhece nosso desejo de reintegração social e retorno às nossas famílias”, finalizou.
Fonte: policiapenal.pr.gov.br


