(Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Enquanto o primeiro debate presidencial de 2026 era realizado pela Band na noite deste domingo (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu uma entrevista exclusiva à RECORD. Durante a conversa, o petista falou pela primeira vez publicamente sobre as investigações envolvendo seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e também comentou as apurações relacionadas ao filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
O chefe do Executivo federal pontuou que acompanha os desdobramentos dos casos com rigor e seriedade, enfatizando a importância de que os órgãos competentes atuem com total autonomia, sem qualquer tipo de interferência política por parte do governo federal. Para o presidente, o princípio da legalidade se aplica a todos os cidadãos, sem distinção de cargos ou laços familiares.
“Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado”, declarou o mandatário durante a entrevista à emissora. “Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está [acima da lei] se cometer erro”, complementou.
Autonomia das instituições e postura do governo
No decorrer da entrevista, Lula ressaltou que a atribuição constitucional do cargo de presidente da República não abrange funções típicas do poder judiciário ou de órgãos de persecução penal, como delegacias de polícia e o Ministério Público. O foco da administração federal, segundo ele, é assegurar a independência institucional necessária para o esclarecimento dos fatos.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados. Mas, se alguém cometeu erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar”, pontuou.
Ao abordar de forma específica a situação de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o presidente afirmou que mantém uma postura transparente e orienta seus familiares a colaborarem com a justiça, apresentando as defesas cabíveis para demonstrar idoneidade e esclarecer eventuais questionamentos levantados pelos órgãos fiscalizadores.
“Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, reforçou o presidente, reiterando que eventuais responsabilidades individuais devem ser apuradas de maneira estritamente técnica e legal.
Por fim, o chefe de Estado reiterou que não adotará medidas para blindar aliados ou familiares citados em procedimentos investigativos. A diretriz central, segundo o discurso oficial, permanece sendo a estrita observância das leis brasileiras e o funcionamento regular das instituições democráticas do país.
Fonte:: ric.com.br


