Setor produtivo cobra votação urgente do projeto Redata no Senado e alerta para risco de perder bilhões

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

Diversas frentes parlamentares e entidades de peso que representam o setor produtivo nacional uniram forças em um manifesto contundente para exigir que o Senado Federal coloque em pauta e aprove com urgência o Projeto de Lei 278 de 2026, conhecido como Redata. A mobilização ocorre em meio a um período de esforço concentrado na Casa legislativa, aumentando a pressão sobre os parlamentares para que o tema ganhe celeridade e não seja deixado de lado na agenda econômica do país.

Além da aprovação imediata do Redata pelos senadores entre os dias onze e treze de agosto, o grupo também cobra celeridade na tramitação do Projeto de Lei Complementar 74 de 2026. Esta segunda proposta tem como objetivo principal solucionar os impasses de natureza jurídica e orçamentária que surgiram após a caducidade da Medida Provisória 1318 de 2025. A estratégia desenhada pelas entidades prevê que o texto passe primeiro pela Câmara dos Deputados e, na sequência, seja votado em definitivo pelo Senado Federal.

A corrida global por data centers e o risco de estagnação

No centro da discussão está a atração de capital estrangeiro e nacional para o mercado de infraestrutura digital. Conforme apontam as frentes parlamentares no documento oficial, o país tem diante de si uma janela de oportunidade histórica, mas que corre sério risco de se fechar em breve caso o Congresso Nacional não demonstre agilidade regulatória. As estimativas indicam que o Brasil possui potencial real para atrair entre sessenta bilhões e cem bilhões de reais em novos investimentos voltados para a instalação e expansão de data centers.

No entanto, o manifesto alerta que o cenário internacional avança a passos largos. Várias nações estão modernizando seus marcos regulatórios para tornarem-se mais atraentes ao capital tecnológico. Sem uma legislação específica e moderna, o Brasil pode perder espaço na corrida global, ficando para trás por carecer de um ambiente de negócios que ofereça a tão necessária segurança jurídica, previsibilidade regulatória e competitividade internacional para empreendimentos de grande porte.

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Desvantagem financeira em relação a concorrentes globais

Um dos argumentos centrais sustentados pelas entidades é a disparidade de custos operacionais e de instalação no território nacional em comparação a outros países. Os dados apresentados mostram que, na configuração atual e na ausência do Redata, implantar um centro de dados no Brasil chega a ser vinte e seis por cento mais caro do que nos Estados Unidos. A desvantagem é ainda maior quando o comparativo é feito com países vizinhos da América Latina, superando em trinta e cinco por cento os custos praticados no Chile.

Para as lideranças do setor produtivo, a aprovação do projeto é o único caminho viável para reverter essa desvantagem estrutural. O texto é visto como um divisor de águas capaz de desatar nós tributários e burocráticos, nivelando o Brasil na disputa por aportes financeiros bilionários. Clique aqui e veja a íntegra do manifesto.

A importância da matriz elétrica e o apoio à Emenda 22

Além dos incentivos fiscais e regulatórios, o debate sobre a infraestrutura digital esbarra diretamente na questão energética. Os data centers são instalações que demandam fornecimento contínuo, ininterrupto e massivo de eletricidade para manter servidores funcionando vinte e quatro horas por dia. Por essa razão, as frentes parlamentares defenderam veementemente o aprimoramento do texto original do projeto de lei, visando garantir que esses empreendimentos tenham acesso garantido a uma matriz elétrica diversificada, confiável e com foco em baixa emissão de carbono.

Dentro desse contexto, o manifesto destaca o apoio explícito à Emenda 22. A proposta legislativa em questão prevê a inclusão e utilização de fontes firmes de energia no abastecimento dessas estruturas. Entre as alternativas contempladas estão o gás natural, a energia nuclear e o biometano. Os defensores da medida argumentam que essas fontes funcionam como um complemento estratégico e indispensável às energias renováveis intermitentes, como a solar e a eólica, assegurando a estabilidade operacional indispensável para operações críticas que não podem sofrer oscilações na rede elétrica.

Por fim, as entidades reforçam que o país reúne características geográficas, econômicas e humanas únicas para se firmar como um polo tecnológico de referência mundial. O apelo final direcionado aos parlamentares resume a urgência do momento: transformar o potencial teórico do Brasil em postos de trabalho qualificados, inovação de ponta, desenvolvimento tecnológico avançado e, acima de tudo, em investimentos concretos que impulsionem a economia nacional nas próximas décadas.

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Fonte:: convergenciadigital.com.br

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