Governo federal aciona supremo tribunal por reajuste no bolsa família

Marcelo Borges
2 min. de leitura
Foto: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que seja reconhecida formalmente a legalidade e a validade do decreto governamental que autoriza a atualização dos valores pagos pelo programa Bolsa Família.

O reajuste foi anunciado oficialmente pelo governo federal e estabelece um acréscimo de 15% nos repasses destinados às famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o país, com vigência programada a partir de 1° de outubro.

Com a implementação da medida, o patamar mínimo do benefício federal passará a ser de R$ 691. Em paralelo, a projeção indica que a quantia média repassada aos beneficiários alcançará a marca de R$ 777.

De acordo com a administração federal, a atualização periódica dos valores encontra respaldo direto nas diretrizes que regem a criação e a manutenção do programa social, tendo como finalidade central a preservação do poder de compra das famílias atendidas frente às oscilações econômicas.

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Fundamentação jurídica e contexto legal

Na manifestação enviada à Suprema Corte, a AGU argumenta de forma enfática que a aplicação do reajuste respeita integralmente as restrições impostas pela legislação eleitoral, uma vez que a medida não configura a instituição de um benefício novo ou inédito.

A argumentação do órgão jurídico baseia-se nas diretrizes estabelecidas pela Lei nº 14.601/2023, que regulamenta a estrutura atual do programa e prevê expressamente a necessidade de atualização regular dos pagamentos por meio de mecanismos de correção monetária.

“Trata-se, portanto, de providência inserida na execução ordinária e continuada de política pública já existente, em observância ao marco normativo reconhecido por essa Corte como apto a concretizar a ordem injuncional. O decreto representa ato de manutenção e atualização de programa social permanente, e não a criação de vantagem inédita ou excepcional”, pontua a petição apresentada pela AGU.

A análise e a decisão definitiva sobre o pleito apresentado pelo governo federal no âmbito do Supremo Tribunal Federal ficarão sob a responsabilidade do ministro Gilmar Mendes.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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