Flávio Bolsonaro se reúne com prefeitos e vereadores paulistas em agenda de campanha

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: © Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

O senador e candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, cumpriu agenda de campanha neste domingo (11) na capital paulista. O político reuniu-as lideranças municipais, incluindo prefeitos e vereadores de municípios da Grande São Paulo. O evento político aconteceu em um edifício comercial situado na região do Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista.

Durante o compromisso eleitoral, o candidato do PL esteve acompanhado por importantes aliados políticos, como o governador do estado, Tarcísio de Freitas, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, além de outras autoridades locais e apoiadores da chapa.

Durante seu discurso aos presentes, Flávio Bolsonaro direcionou críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comentou sobre a oscilação nos índices econômicos, apontando especificamente para a queda registrada nas taxas de juros futuros após a divulgação dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.

“O futuro ex-presidente da República me desafiou [sobre de quais setores eu vou] tirar R$ 250 bilhões. A primeira coisa que eu vou fazer é tirar esse cara da presidência da República. Só quando a gente virou na frente do primeiro para o segundo turno, a taxa de juros futuro já caiu 1%”, declarou o candidato durante o encontro na capital.

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“Cada 1% a menos de taxa de juros, vamos arredondar, são R$ 100 bilhões que foi aberto de espaço no orçamento. Só com o simples fato de o Lula sair da cadeira”, complementou o senador perante os gestores municipais.

Nos últimos dias, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, passou a ser cotado nos bastidores políticos como um possível futuro ministro da Economia em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. No entanto, analistas relembram que a gestão de Campos Neto à frente da autoridade monetária, entre os anos de 2019 e 2024, foi marcada por um ciclo de forte elevação nas taxas básicas de juros da economia brasileira.

São Paulo (SP), 11/10/2026 - Candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, durante encontro com prefeitos. Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Compromissos com a área social

Através de suas redes sociais e durante conversas com eleitores e políticos aliados, Flávio Bolsonaro assegurou que eventuais cortes de gastos públicos planejados por sua equipe econômica não afetarão investimentos e programas voltados à área social.

O candidato do partido liberal também afastou rumores sobre possíveis reduções de repasses ou exclusões de beneficiários no Bolsa Família e no BPC (Benefício de Prestação Continuada). “Os aposentados do Brasil vão ser valorizados, vai ter aumento acima da inflação”, garantiu.

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O postulante ao Palácio do Planalto reiterou ter plena convicção de que o time técnico que pretende escalar para a administração federal será capaz de implementar os ajustes fiscais necessários em um curto espaço de tempo.

“E eu tenho certeza de que, com o time que nós vamos apresentar na parte da economia, que vai fazer um trabalho sério, que vai combater a corrupção desse governo, que vai procurar cada centavo de desperdício de dinheiro público, vamos resolver em pouquíssimo tempo (os cortes). Essa taxa de juros vai cair 2%, 3%, 4%”, pontuou.

Histórico de propostas econômicas

Parte das discussões e controvérsias em torno das propostas apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro remete às diretrizes econômicas adotadas durante a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. No decorrer daquele mandato, o governo federal tentou implementar alterações normativas no BPC que poderiam restringir o acesso de novos beneficiários, além de reformular o programa Bolsa Família, substituindo-o temporariamente pelo Auxílio Brasil — iniciativa cuja execução sofreu contestações e apontou riscos de irregularidades em auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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Outro ponto lembrado por opositores refere-se ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente a 2023, encaminhado ao Congresso Nacional no segundo semestre de 2022. Na ocasião, a equipe econômica da gestão de Jair Bolsonaro sugeriu um corte de 59% nas verbas destinadas ao programa Farmácia Popular, o que reduziria os recursos de R$ 2,04 bilhões para aproximadamente R$ 804 milhões, configurando uma supressão de cerca de R$ 1,2 bilhão no orçamento da saúde.

Apesar da proposta enviada pelo Poder Executivo, o corte pretendido não foi referendado pelo Parlamento. Durante a tramitação legislativa, o Congresso Nacional atuou para recompor os valores e expandir a dotação orçamentária voltada à manutenção e ampliação do programa de distribuição de medicamentos.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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