O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, confirmou neste domingo (4) que o processo de totalização dos votos do primeiro turno das eleições enfrentou um atraso considerável. O contratempo, segundo a máxima autoridade da Justiça Eleitoral, gerou uma defasagem de aproximadamente uma hora na divulgação dos resultados parciais para o pleito.
De acordo com os esclarecimentos prestados pelo ministro, a lentidão observada na divulgação das informações oficiais decorreu de um congestionamento expressivo no sistema de dados da Corte Eleitoral. O fenômeno técnico chamou a atenção das equipes de monitoramento quando os números começaram a ser consolidados e transmitidos para o conhecimento público em todo o país.
O impacto na divulgação dos dados ficou evidente no início da noite. Por volta das 19h, a totalização nacional voltada para o cargo de presidente da República permaneceu estagnada, travada no patamar de 64% dos votos apurados. A normalidade do fluxo de informações só começou a ser restabelecida cerca de uma hora depois, por volta das 20h, momento em que o percentual da contagem avançou para 84%.
Ao comentar o episódio durante o acompanhamento do pleito, o ministro buscou contextualizar a situação enfrentada pela infraestrutura tecnológica do tribunal. “O que ocorreu foi um congestionamento de dados. A cada eleição, nós somos surpreendidos com alguma intercorrência, o que é natural para quem lida com sistemas complexos e tão variados”, declarou o magistrado aos jornalistas e observadores presentes.
Assim que a lentidão foi identificada pelos especialistas e técnicos responsáveis pela área de tecnologia da informação do órgão, um protocolo de segurança pré-estabelecido foi imediatamente acionado. A medida teve como objetivo principal resguardar a integridade e a segurança de todo o sistema de apuração, prevenindo vulnerabilidades enquanto a situação era normalizada.
Questionado sobre as possíveis causas que teriam levado ao pico de tráfego na rede, o presidente do TSE ponderou que uma investigação mais aprofundada ainda será realizada, mas adiantou que os primeiros indícios apontam para um volume de acessos e fluxos acima das médias projetadas. “A princípio, não se sabe se isso foi derivado de outro problema. O que a nossa TI constatou foi um fluxo [de dados] superior ao normal, e esse congestionamento gerou um atraso”, completou o ministro.
Histórico de ocorrências anteriores
Situações de lentidão ou falhas pontuais na infraestrutura de apuração não são inéditas na história recente das eleições brasileiras administradas pelo tribunal. Nas eleições municipais realizadas no ano de 2020, o sistema oficial de apuração do TSE também registrou um atraso notável na divulgação dos votos contabilizados nas urnas eletrônicas.
Naquela ocasião, o problema técnico que afetou a fluidez da divulgação dos resultados decorreu de uma falha específica no processador central responsável por realizar a totalização geral dos votos, exigindo esforço redobrado das equipes técnicas para restabelecer o funcionamento pleno da plataforma de computação de dados da Justiça Eleitoral.
Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br


