Programa busca impulsionar liderança de mulheres no sistema judicial

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Succo/Pixabay

Com a finalidade de aumentar a representação feminina em funções de destaque na magistratura, na promotoria e na defensoria pública, as organizações da sociedade civil Justa, Themis e Fórum Justiça deram início ao programa Caminhos para Liderança de Mulheres na Justiça. As inscrições estão abertas e poderão ser realizadas até o dia 30 de junho.

O programa selecionará 30 mulheres, entre magistradas, promotoras e defensoras públicas, que participarão de mentorias e encontros presenciais, além de vivências internacionais focadas em gestão e governança ao longo de um período de dez meses.

Desenvolvimento de uma rede de conexões

Além da capacitação individual, o projeto visa fortalecer uma rede de conexões entre as participantes, promovendo a inserção feminina em diferentes organizações do sistema de Justiça. O processo seletivo levará em consideração a diversidade étnico-racial e regional das candidatas, enfatizando a pluralidade no contexto da justiça.

A proposta do programa busca confrontar as barreiras estruturais que perpetuam a desigualdade de gênero e raça, ao facilitar a ascensão de mulheres a posições de liderança dentro desse espaço. Historicamente, as mulheres estiveram sub-representadas no setor jurídico. No Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, as mulheres ocuparam menos de 2% das presidências desde a fundação da instituição. Em 135 anos de história do STF, apenas três mulheres chegaram ao cargo máximo, enquanto 170 homens ocuparam essa posição.

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Baixa presença feminina em posições de liderança

A desigualdade de gênero se manifesta em outras esferas do sistema judiciário também. Em 75 anos de existência, o Ministério Público Federal teve uma única mulher em sua liderança. Atualmente, 75% dos tribunais estaduais (totalizando 20 de 27) são comandados majoritariamente por homens.

Para se candidatar, o processo exige que as interessadas apresentem currículo, uma carta de motivação, uma carta de referência e o pagamento de uma taxa de inscrição no valor de R$100,00. O Comitê de Especialistas dará prioridade às candidatas de todas as cinco regiões do Brasil, prestando atenção especial à diversidade étnico-racial e regional.

As mulheres interessadas em participar do programa têm até o final do mês para se inscrever pelo site Mulheres na Justiça, uma iniciativa que promete impulsionar a luta pela igualdade de gênero no sistema judicial e abrir novas possibilidades para a Mulher na Justiça Brasileira.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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