Com a chegada do outono e das temperaturas mais amenas, o estado do Paraná entra em um período de maior atenção em relação às Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). De acordo com o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as regiões Sul e Sudeste do Brasil estão em alerta, com risco moderado a alto para o aumento de casos, uma tendência que deve se acentuar ao longo das estações mais frias.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) enfatiza que o aumento nas ocorrências de doenças respiratórias é esperado nessa época do ano, o que torna fundamental a adoção de medidas preventivas, especialmente a vacinação.
Vírus como o da Influenza, Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) são os principais responsáveis pelas SRAGs e podem levar a complicações graves, resultando em óbitos, particularmente entre os grupos mais vulneráveis da população.
Conforme dados do boletim epidemiológico da Sesa, nas primeiras 13 semanas de 2026, o Paraná registrou 4.052 casos e 170 mortes devido a SRAG, números que são inferiores aos observados no ano anterior, quando, até a 14ª semana epidemiológica, 4.520 casos e 247 óbitos foram reportados.
O grupo etário mais afetado continua sendo o de idosos: 24 dos óbitos registrados ocorreram em pessoas com mais de 80 anos. Entre os casos relacionados à Influenza, a média etária das vítimas é de 77 anos.
“Estamos entrando no período que sempre apresenta complicações, já que os vírus circulam mais intensamente. É importante que as pessoas adotem medidas de proteção, como evitar aglomerações, e que todos procurem se vacinar. A vacina é a melhor forma de impedir que uma simples gripe evolua para um problema de saúde mais sério,” afirmou César Neves, secretário de Estado da Saúde.
VACINAÇÃO – A Sesa reitera que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir hospitalizações, complicações e mortes. As vacinas contra Influenza, Covid-19 e VSR são essenciais para proteger a população, sobretudo os grupos prioritários.
Atualmente, o Paraná está realizando a Campanha de Vacinação contra a Influenza, que se estende até 30 de maio. A meta é vacinar 90% de cada um dos grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos acima de 60 anos e gestantes.
Além desses grupos, a vacina está disponível para outras categorias prioritárias, como puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, indivíduos com doenças crônicas, deficientes, professores, profissionais da saúde, forças de segurança, militares, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo e portuários, entre outros.
O Ministério da Saúde (MS) enviou ao Paraná 1,798 milhão de doses em 2026, das quais 1,1 milhão já foram administradas.
O estado conta com uma vasta estrutura, com 1.850 salas de vacinação espalhadas por 399 municípios. A recomendação é que a população busque a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para consultar a situação vacinal e aproveite a multivacinação para atualizar a caderneta antes do aumento da circulação de vírus no inverno.
A vacina contra a Covid-19 está disponível para grupos prioritários, incluindo crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes, residentes em instituições de longa permanência, pessoas imunocomprometidas, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, puérperas, trabalhadores da saúde, deficientes permanentes ou com comorbidades, além de pessoas em situação de rua e funcionários do sistema prisional.
A imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também está disponível para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna, visando proteger o recém-nascido nos primeiros seis meses de vida, quando há maior risco de doenças graves como bronquiolite e pneumonia. Até o momento, foram aplicadas 33.970 doses deste imunizante.
Além da vacinação, a Secretaria de Saúde destaca a importância de práticas simples e eficazes para reduzir a transmissão de vírus respiratórios e prevenir agravamentos:
- Higienizar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições.
- Usar lenços descartáveis para higiene nasal.
- Cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar.
- Evitar tocar os olhos, nariz e boca.
- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar.
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.
- Mantender os ambientes bem ventilados.
- Evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais.
- Se possível, evitar sair de casa durante períodos de maior transmissão.
- Reduzir a exposição a aglomerações e ambientes fechados.
- Adotar hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e hidratação adequada.
A Sesa também recomenda que, diante de sintomas como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo ou cansaço, a população busque atendimento médico prontamente. O diagnóstico precoce é crucial para impedir a evolução para quadros graves.
Fonte: saude.pr.gov.br


