O estado do Rio Grande do Norte registrou uma guinada significativa em sua infraestrutura tecnológica e na oferta de serviços públicos digitais. Após ocupar posições desfavoráveis no ranking da Associação Brasileira de Entidades Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC) nos últimos cinco anos, a gestão estadual implementou uma série de investimentos estratégicos que resultaram na conquista do selo de evolução de oferta.
De acordo com Everton Silva, diretor da Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicações (COTIC), vinculada à Secretaria da Administração do Rio Grande do Norte, o reconhecimento coroa o esforço recente de modernização. Apesar do avanço, o gestor aponta que a estrutura atual ainda busca maior autonomia institucional dentro da administração pública.
“Não somos uma Prod ainda. Acredito muito que temos de ser porque a TI tem de ter orçamento e voz. Não há saúde, educação e segurança sem TI. Estamos trabalhando para ser uma subsecretaria, uma agência. Esse é um projeto”, destacou Everton Silva durante entrevista.
O diretor da COTIC reconhece que o estado ainda mantém processos de atendimento que exigem a presença física do cidadão para a resolução de demandas com o governo, mas reforça que a digitalização tem sido tratada como prioridade para reduzir gargalos históricos na prestação de serviços à população.
Prevenção contra instabilidades na infraestrutura de telecomunicações
Diante das incertezas e crises envolvendo concessionárias de telecomunicações no país, o governo potiguar adotou medidas preventivas para blindar a rede de dados e comunicações da administração pública estadual. Segundo Everton Silva, a gestão se antecipou e migrou grande parte dos serviços para novos provedores antes que eventuais falhas pudessem comprometer o funcionamento do Estado.
Atualmente, apenas o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ainda utiliza a infraestrutura ligada à operadora Oi, mas a migração para uma nova empresa já se encontra em fase final de validação e testes. “Nos antecipamos para evitar qualquer risco”, pontuou o representante da Secretaria da Administração.
Disputa por supercomputador de inteligência artificial e data centers
Com a melhoria dos indicadores de gestão e a consolidação de bases tecnológicas mais sólidas, o Rio Grande do Norte passou a mirar projetos de grande porte no cenário nacional. O estado entrou na disputa para atrair investimentos em data centers e concorre para sediar um supercomputador de inteligência artificial financiado pelo governo federal.
Para viabilizar essas iniciativas, o governo estadual montou uma força-tarefa liderada diretamente pela governadora. Entre os principais diferenciais competitivos apontados pela gestão estão a abundância de fontes de energia renovável na região e o fortalecimento interno da gestão tecnológica.
“Temos uma força-tarefa, com a nossa governadora à frente. Há energia renovável abundante no Estado. Mas sabemos que antes de tudo temos de preparar a governança de TI. Sem gestão de TI, não vamos tirar o máximo dessa oportunidade. Mas estamos na briga”, concluiu Everton Silva.
Fonte:: convergenciadigital.com.br



