Unioeste celebra primeiro contrato de licenciamento de patente para empresa parceira

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Seti.pr.gov.br

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), através da Agência de Inovação – Unioeste INOVA, marcou um importante passo ao assinar seu primeiro contrato de licenciamento de patente com a empresa Pigma Desenvolvimentos LTDA. Esta ação representa um avanço significativo na transferência de conhecimentos gerados na universidade para o mercado produtivo.

A patente licenciada é fruto da tese de doutorado realizada por Luís Eduardo Zarpellon no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Unioeste, sob a orientação do professor Dr. Camilo Freddy Mendoza Morejon. A inovação refere-se a um dispositivo projetado para a detecção precoce de incêndios em secadores de grãos, com o objetivo de aumentar a segurança das operações, por meio do monitoramento contínuo de diferentes variáveis no processo de secagem. A colaboração com a Pigma Desenvolvimentos LTDA possibilitou a realização de testes que validaram a tecnologia, fortalecendo a interação entre a pesquisa acadêmica e o setor produtivo.

O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, destacou a relevância dessas parcerias entre universidades e empresas para o desenvolvimento regional. “Este é um exemplo claro do compromisso do governo em estimular a ciência e tornar as descobertas aplicáveis no setor produtivo. Ao disponibilizar o conhecimento gerado nas instituições de ensino e pesquisa para o mercado e a sociedade, estamos aumentando a competitividade das empresas paranaenses e criando um ecossistema de inovação que transforma a produção acadêmica em soluções concretas para o desenvolvimento econômico”, afirmou.

Maria da Piedade Araújo, diretora executiva da Unioeste INOVA, enfatizou a importância do contrato ao afirmar que representa um marco histórico para a universidade. “Este contrato de licenciamento de patente é um dos principais objetivos da nossa Política Institucional de Inovação e Empreendedorismo: transformar o conhecimento produzido na universidade em soluções que tenham um impacto real na sociedade. Mais do que um simples acordo, este resultado comprova que a pesquisa realizada por nossos acadêmicos é viável para aplicação no mercado, ajudando a aumentar a competitividade das empresas e a promover o desenvolvimento da região. A atuação integrada da Unioeste, através da sua Agência de Inovação e a colaboração com pesquisadores e empresas, é fundamental para criar um ambiente favorável à pesquisa aplicada e transferência de tecnologia”, completou.

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Marcelo Augusto Hickmann, representante legal da Pigma Desenvolvimentos LTDA, ressaltou que a formalização do contrato simboliza mais do que a introdução de uma nova tecnologia no mercado; é uma iniciativa que fortalece o ecossistema regional de inovação ao estabelecer uma conexão efetiva entre o ambiente acadêmico e o empresarial. “Acreditamos que o desenvolvimento depende da capacidade de transformar conhecimento científico em soluções práticas, que gerem valor para a indústria, abram oportunidades para pesquisadores e tragam benefícios para a sociedade. Nesse aspecto, a Pigma tem se empenhado em estreitar laços com instituições de ensino e pesquisa, facilitando a validação, desenvolvimento e a escalabilidade de tecnologias com potencial de impacto regional e nacional. Esta parceria com a Unioeste reafirma nosso compromisso com a transferência de tecnologia, valorização da propriedade intelectual e a criação de um ambiente inovador, que potencialize a competitividade das empresas paranaenses, gere emprego qualificado e fomente o desenvolvimento tecnológico na região Oeste do Paraná.”

O processo de licenciamento da tecnologia recebeu apoio do Programa Agentes Regionais de Inovação (ARI), iniciativa ligada à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI). O programa visa fortalecer os ecossistemas de inovação e tem como um de seus principais objetivos a promoção da transferência de tecnologias desenvolvidas nas universidades, alinhando a pesquisa aplicada às demandas do setor produtivo.

Luana Weissbock, agente regional de Inovação (ARI), destacou a importância do licenciamento de patentes para a pesquisa aplicada e a interação entre as universidades e o setor produtivo, que visa o desenvolvimento de soluções com potencial para causar impacto econômico e social. “O Programa Agentes Regionais de Inovação desempenha um papel essencial no fortalecimento dessas conexões e na ampliação das oportunidades para transferência de tecnologia nas universidades paranaenses”, ressaltou.

Assim, a celebração do contrato representa não apenas um marco histórico para a Unioeste, mas também evidencia o potencial das pesquisas desenvolvidas na instituição e a relevância da cooperação entre academia, governo e setor produtivo na transformação de conhecimento científico em benefícios tangíveis para o desenvolvimento econômico e social.

Fonte:: seti.pr.gov.br

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