Vereador de Curitiba renuncia à presidência do Conselho de Ética após operação do Gaeco

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Rafaela Moron

O vereador Lórens Nogueira, integrante do Partido Progressista (PP), decidiu deixar o cargo de presidente do Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba. A renúncia ocorreu em meio à operação Déjà-vu, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga a suposta prática de rachadinha. Nogueira foi flagrado em um vídeo recebendo dinheiro em espécie, além da apreensão de R$ 118 mil em duas malas, encontradas em sua residência e em envelopes que pertenciam a assessores parlamentares. As investigações sugerem que ele estaria coordenando esse esquema a partir de seu gabinete, enquanto ocupava a presidência do Conselho de Ética.

Lórens Nogueira está em seu primeiro mandato, tendo recebido aproximadamente 4.700 votos na capital paranaense. Os promotores do Ministério Público indicam que o vereador pode ter se apropriado de parte dos salários de seus assessores desde o início de seu mandato, em 2025.

Motivos da renúncia

A escolha de Lórens como presidente do Conselho de Ética foi um fato único, já que ele foi o único candidato para o cargo. Este conselho é responsável por analisar questões delicadas que envolvem denúncias de quebra de decoro entre os vereadores. Historicamente, a posição de presidente do colegiado não atrai grande interesse entre os pares da câmara. Em seu pedido de renúncia, Nogueira apontou a operação do Gaeco como razão para sua saída, afirmando que sua decisão visa “garantir total transparência das investigações e preservar a dignidade e o decoro da Casa de Leis”. A situação complexa gerada pela operação provocou um clima tenso entre os membros do conselho, que inclui figuras como Bruno Secco (NOVO), vice-presidente, e outros titulares como Eder Borges (PL), Giorgia Prates (PT), Guilherme Kilter (NOVO), Hernani (Republicanos), Laís Leão (PDT) e Rafaela Lupion (PSD).

Próximos passos para o Conselho de Ética

Com a saída de Lórens Nogueira, é responsabilidade dos partidos e blocos partidários indicar um novo integrante para o conselho. Após essa indicação, será realizada uma reunião para eleger um novo presidente. Segundo o regimento interno da Câmara, o vice-presidente só assumiria em caso de impedimento ou suspeição do presidente. Até o momento, não há um prazo definido para a escolha do novo comandante do Conselho de Ética.

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Comunicado da Câmara Municipal

A Câmara Municipal de Curitiba divulgou que, nesta terça-feira (26), recebeu formalmente o pedido de renúncia de Lórens Nogueira do cargo de presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. O requerimento já foi encaminhado pela Mesa Diretora para os trâmites necessários e, em breve, será realizada a eleição do novo presidente do colegiado.”

Nota da assessoria de Lórens Nogueira

A assessoria do vereador Lórens Nogueira enviou uma nota à imprensa, na qual informa que o parlamentar ficou surpreendido com a execução de mandados de busca e apreensão em seu gabinete. A note destaca que, até o presente momento, Lórens não teve acesso aos detalhes da investigação e desconhece os fatos que levaram à operação. Em respeito à transparência e ao correto andamento das apurações, o vereador se comprometeu a se manifestar assim que obtiver conhecimento completo sobre o conteúdo da investigação.

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