Após acordo com reitoria, funcionários da USP encerram greve

Marcelo Borges
2 min. de leitura
Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil

Os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram encerrar a greve que durou 10 dias após chegarem a um acordo com a reitoria da instituição e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). O movimento grevista teve início no dia 14 de outubro, com a exigência de isonomia nas gratificações recebidas pelos docentes.

A reitoria da USP anunciou que irá implementar a equiparação nos recursos destinados a gratificações entre os servidores técnicos e administrativos e os docentes. Contudo, a implementação do pagamento dessas gratificações ainda depende do envio de uma proposta estruturada aos órgãos técnicos da universidade, e não há uma data definida para o início desses pagamentos.

Além deste ponto, o acordo também inclui a formalização do abono das horas não trabalhadas durante os períodos de “pontes” de feriados e ainda as férias de final de ano. Este compromisso busca regularizar os dias em que os servidores estiveram paralisados.

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Compromisso com trabalhadores terceirizados

A discussão em torno do acordo também avançou em relação aos trabalhadores terceirizados da instituição. Foi acordado que serão buscadas soluções que garantam condições de deslocamento semelhantes às oferecidas aos servidores efetivos da USP, como a gratuidade no transporte dentro do campus.

Greve estudantil persiste

Enquanto isso, a paralisação dos estudantes da USP, que começou no dia 16 de abril, continua. Os alunos protestam contra diferentes questões, como cortes no programa de bolsas, escassez de vagas para moradia estudantil e a falta de fornecimento de água nas dependências da universidade.

Após recente encontro com a reitoria, foi agendada uma nova mesa de negociação para a próxima terça-feira (28 de outubro). Essa reunião terá como objetivo discutir as demandas dos estudantes e buscar soluções para os problemas enfrentados.

A USP também informou que revogou uma portaria que limitava o uso dos espaços cedidos aos centros acadêmicos para atividades comerciais e sublocação, um dos fatores que motivaram a mobilização estudantil em curso.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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